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Povo de Peruíbe deve a Paulão eleição de Luiz Maurício

paulao1A diferença de apenas 205 votos entre Emer (7.815 votos) e Luiz Maurício (8.020 votos), verificada ao final da apuração deste último domingo, 2, reflete uma realidade que poucos viram, veem ou verão, mas que menos ainda acreditaram, acreditam ou acreditarão (por não quererem acreditar) nesta assertiva que jogo ao acaso agora: o mérito, o crédito da eleição do tucano Luiz Maurício é todo do Paulão (foto). Sei que vão falar que eu estou variando, que estou com febre e estas coisas, mas, vamos lá: senão todo o mérito, bem mais – muito mais! – que o que representou essa margem ridícula que diferenciou o prefeito eleito do segundo colocado, e que também não andou muito distante dos 367 votos que separaram sua votação da do terceiro colocado, no caso Gilson Bargieri (7.653 votos).

Para quem gosta de estatística, vê-se que as margens de erros que normalmente se apontam nas pesquisas veiculadas algures que anda na ordem de 2% ou mesmo 3% para mais ou para menos, são muito grandes perto desta irrisória diferença contabilizada pelos três primeiros colocados na eleição para prefeito deste ano em Peruíbe. Os 205 votos que separaram o vencedor Luiz Maurício de Emer, representam 0,72850% dos votos válidos (28.140 dados para prefeito), ou menos que 1%; e os 367 votos que separam o prefeito eleito Luiz Maurício do terceiro colocado, Gilson Bargieri, são 1,30419% dos que apontaram seus votos para qualquer um dos oito candidatos postulantes. Vê-se, portanto, nestes números percentuais que há algo de muito interessante a ser ponderado por todos aqueles que, visionários como eu, enxergam mistérios entre o Itatins, onde o cume ainda exala o cheiro das flores dos ipês, e este céu azul desbotado de tantas incertezas pelo que possa ainda vir a acontecer pelos tempos vindouros em Peruíbe.

Mas, por que acredito eu que Luiz Maurício e, de resto, agora, o povo, deve a mudança do rumo da eleição, que às vésperas do pleito já era fava contada para Emer Elias Abou Jaoude ao ilustre Paulo Henrique Siqueira – o Paulão?

Claro que se olharmos pela ótica da ignorância do povo que parece mesmo seguir se emprenhando pelos ouvidos, olhos e boca, é de se lamentar que uma tática tão pueril como a que encetada por Paulão dois dias antes da eleição alterasse o resultado das urnas. Logo, por este prisma, Emer perdeu a eleição porque o seu eleitorado, ou pelo menos 206 dos seus eleitores (para dar para si um votinho de margem à frente do vencedor), foram burros o bastante para acreditar ser verdade o que Paulão veiculara pelas redes sociais de que ele, seu staff, o governo e a prefeita Ana Preto deixavam seu apadrinhado, no caso Alex Matos, falando sozinho para se juntarem a Emer, agora e então como seu candidato preferido e apoiado.

Era mentira, mas o povo acreditou. Por incrível que pareça Paulão usou o revés em favor de um intento que, não sei porque, foi caso mais que pensado. Não sei medir ainda em favor de quem, já que sabido por todos os comandos de todas as campanhas que Alex Matos, que passou a campanha se desesperando em esconder seu vínculo com Paulão et caterva, não chegaria a melhor lugar que o que acabou chegando como quarto lugar dentre os candidatos a prefeito. Logo, fica suspenso saber se a intenção definitiva de Paulão era, então, ajudar ou atrapalhar Emer. O resultado, no entanto, restou evidente: atrapalhou.

Esta parcela burra do eleitorado que distribuiu pelas redes sociais que não votaria mais em Emer porque acreditavam que ele se aliara ao governo Ana Preto – e a Paulão, se esqueceu de 2012. Aliás, é bem possível que em 2012 estivesse por aqui pouca gente destes crédulos que fazem a claque que dá índice absurdo de rejeição ao atual governo, mas em 2012, dois dias também das eleições, quando o comandante da campanha de Ana Preto pegou uma pesquisa que dava conta de que Milena Bargieri ganharia a eleição, e se dando conta de que toda a rejeição da campanha estava somente sobre ele, encetou um ardil que foi distribuído feito rastilho de pólvora, e que, afinal fez explodir a dinamite que deu a vitória a Ana Preto. O comandante era ele, Paulão, o ardil era sua demissão do comando da campanha pela então candidata Ana Preto, e o resultado foi que Milena perdeu a eleição por diferença de pouco mais de 5% dos votos válidos da época.

Descobre-se, portanto, que Paulão, a despeito de não ser mágico, é marqueteiro, e marqueteiro dos que mais se evidenciaram na história político-eleitoral recente de Peruíbe. Foi ele vitorioso em 2004, 2012 e também agora. Bobo de quem não o soube aproveitar mais e melhor, ou que não deu crédito às suas sempre imprevisíveis fórmulas para se ganhar a eleição. Neste sentido, tenho para mim que se Alex Matos tivesse permitido que Paulão vestisse a camisa de sua campanha, poderia até ser que não ganhasse mesmo a eleição, mas uma coisa é certa: teria tido muito melhor colocação que a teve. Afinal, quem duvida que, mesmo com esta tão propalada altíssima rejeição, Ana Preto não teria bem mais votos caso fosse candidata, que teve, por exemplo, Mário Omuro, Nelson do Posto ou Dr. Valdez?

A moda da vez é atacar o Paulão. Emer vociferou processá-lo pela calúnia e registrou ocorrência na polícia. Do alto do palanque afirmou que, se eleito, “vou expulsar este gordo e lixo de Peruíbe!”. Diante disso, eu pergunto: e se o tiro tivesse acertado o alvo presumivelmente pretendido por Paulão? Se Emer estivesse agora eleito justamente porque seu eleitorado não deu crédito ao vídeo de última hora em que Paulão declarava seu apoio a Emer, dizendo-se aborrecido por seu candidato (Alex Matos) estar falando mal dele e seu governo? Realmente é um caso para se pensar com o equilíbrio que se requer de jogadores profissionais quando se sentam à mesa de bacará que, por ser um jogo muito rápido, parece não diferenciar muito do jogo da política.

Esse negócio agora de por culpa no Paulão até pelo excesso de flatulência que se ouve e se sente por aí pode até parecer jus sperniandi de quem perdeu a eleição e não soube perder porque não soube jogar. Não deve e não tem moral para falar nada quem não saia da porta da casa de Paulão para buscar o soldo para fazer frente às despesas da campanha. Comparo Paulão à mulher feia que, porque tem dinheiro, é galanteada por tantos cortesãos, mas que ninguém quer ser visto com ela em público…

O imprevisto, ou o imponderável, do resultado das eleições que deu vitória ao jovem advogado e vereador Luiz Maurício Passos de Carvalho Pereira, acabou mesmo por me fazer crer que Paulão, de malfeitor acabou se tornando um benfeitor para o povo de Peruíbe. Não resta dúvida que Dr. Luiz Maurício era o melhor nome dentre os postulantes, talvez nem tanto por estar melhor preparado para governar a cidade, mas ao menos por não restar dúvida de que era o mais sério dentre os candidatos. Paulão atirou no camelo, mas acertou mesmo foi o tucano!

Quem poderia se dignar agradecê-lo, ainda que no íntimo ele só confesse para si mesmo que seu propósito era outro? Se ninguém tem coragem para fazê-lo, eu o faço: Muito obrigado, Paulão, você é o cara! Peruíbe deve tempos alvissareiros e promissores a você. Afinal, como você dizia, esta eleição precisava de um herói, como toda eleição precisa de um herói. E o herói foi você!

Que o vôo do tucano se sobreponha aos maus costumes, muitos dos quais o próprio Paulão foi protagonista e coadjuvante como ele sabe ter sido, e que a penugem multicolorida desta ave tão pródiga na nossa Juréia encha de colorido o futuro de Peruíbe.

Washington Luiz de Paula

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2 comentários

  1. Na minha opinião o mas justo seria termos nova eleição e tira no caso o Gilson como o mesmo foi anulado os votos assim reaproveitando os mesmos votos aos candidatos Seria o mas justo !!!

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