LEILÕES
Home / EDITORIAIS / O “chapa-branca” que todos precisamos ser

O “chapa-branca” que todos precisamos ser

eu apoioTenho recebido críticas – algumas vindas (pasmem!) até de políticos do próprio partido do prefeito Luiz Maurício – por conta de minhas recentes manifestações neste meu blogue que são favoráveis à esperança de que realmente prevaleça sobre os novos homens e mulheres que comandarão a cidade – na Prefeitura e na Câmara – a seriedade, o bom senso, o altruísmo, e a intensa colaboração para que a cidade se livre o quanto antes do caos, e volte a crescer, com a dignidade das grandes urbes, cujos exemplos existem Brasil afora.

Consoante isto é preciso que eu deixe bem claro alguns pontos importantes que devem remeter a todos – amigos e não tanto amigos; porém todos admiradores de meu trabalho, embora alguns não confessem – à ponderação e à conclusão (creiam ou não) de que se faço o que faço, faço-o, primeiro por ser livre para elogiar ou criticar quem quer que seja; segundo, porque, não obstante todos os reveses a que sou submetido pela casta política desta cidade, ainda amo Peruíbe que, mesmo não sendo minha cidade de nascimento, acolheu a mim e a minha família há 50 anos completados em julho do corrente ano.

Nestas horas de início de governo em que – repito – a esperança deve sempre prevalecer sobre as diferenças político-partidárias e aos interesses no mais das vezes inconfessáveis, é preciso que todos nós – homens e mulheres de bem e de bons costumes – unamo-nos, somando forças para ajudar quem ao menos começa um governo com as melhores das intenções.

Sempre desconfio daquele político que a cada início de uma nova gestão administrativa e política da cidade, faz pose de papagaio de pirata ao lado do mandante-mor (no caso o prefeito), mas que, basta que o primeiro de seus interesses pessoais não sejam supridos, logo rasgam a fotografia ao meio, jogando fora a metade onde aparecia o prefeito. Foi assim com Ana Preto, com Gilson Bargieri, com Milena Bargieri, com Dr. Alberto, com Mário Omuro, com Sodré… Político ruim é aquele que só sabe navegar em mar de remanso; quando ameaça vir a tempestade, é o primeiro a pular do barco, levando a boia e o que mais puder consigo!

Desconfio de igual modo daqueles que se manifestam despeitados assim que terminam as eleições, porque perderam – e porque não sabem perder! Vê-se que nem bem passou uma semana da posse do novo prefeito, e ajudantes-de-ordens da antiga administração têm se apressado a criticar problemas pontuados aqui e ali, como se estes mesmos problemas não tivessem tido como causa a má gestão passada e a herança falida herdada pelo novel governo. E antes que se antecipem em dizer que cuspo no prato que comi (a bem da verdade, comi, mas o bife era de terceira!), lembro aqui que eu mesmo fui um dos que torci para o governo administrado por Ana Preto tivesse dado certo, e ainda hoje não me convenço de que o governo que deixou a administração em 31 de dezembro último tenha sido pior do que os antecessores. A crítica a Ana Preto e a seu primeiro ministro, Paulo Henrique Siqueira, no entanto, merece outras linhas que não essas.

Tenho para mim que o dia em que todos deixarem de pensar logo em projeto para as próximas eleições, e buscarem soluções para o agora, a cidade então melhorará.

F. Kennedy deixou registrada a célebre afirmação que tomo-a para mim agora, parafraseando-a ao molde municipal: “Não pergunte o que sua cidade pode fazer por você; mas, sim, pergunte o que você pode fazer por sua cidade!”. Por este prisma, elenco algumas ações simples que cada cidadão pode fazer para e por sua cidade:

  1. Guarde o nome do prefeito e do vereador em quem votou, e passe a acompanhar seu mandato, preferencialmente prestigiando-o nas sessões da Câmara, visitando-os em seus gabinetes, levando sugestões e cobrando soluções para as sugestões propostas.
  2. Procure participar das ações de governo participativo, integrando grupos, associações de bairro e de classe, conselhos municipais, sindicatos, sempre levando sugestões e arregaçando as mangas para o trabalho comunitário.
  3. Se você tem um veículo e ainda não está com placas de sua cidade, procure transferi-lo. Saiba que metade do IPVA de cada veiculo registrado na cidade volta para o município, convertendo em benefício para a população.
  4. Se você é servidor municipal, saiba que 100% do Imposto de Renda retido em seu pagamento fica com o município. O mesmo vale – ou deveria valer – para recebimentos extraordinários, como sucumbência devida aos procuradores municipais, que deve ser declarada ao Fisco, e retido o percentual do Leão, que fica também para a municipalidade, devendo ser convertido em obras e ações de interesse do povo.
  5. Procure prestigiar o comércio local, não buscando fazer suas compras fora da cidade, ou mesmo em grandes redes de supermercados ou magazines, por exemplo. Às vezes uma pequena diferença de preço a mais em um produto pode acabar beneficiando você e sua família em outra ponta, já que é o comércio local que emprega na cidade, que paga o imposto na cidade, e que até o dinheiro arrecadado em sua jornada comercial é depositado na cidade, girando a economia da própria cidade.
  6. Pague seus impostos, taxas e tributos municipais em dia. Se estiver passando por alguma dificuldade, procure a prefeitura e veja se há algum programa de refinanciamento. Mas não deixe de ajudar sua cidade. Lembre-se que você só terá direito a reclamar se estiver em dia com suas obrigações fiscais.
  7. Por último, não reclame. Busque sempre seus direitos, mas procure ajudar na busca das soluções. É preciso lembrar aqui que, em qualquer governo, se 100 pacientes forem bem atendidos no Pronto Socorro Municipal, você pode agradecer o quanto quiser nas redes sociais, que isso não vai adiantar nada, porque ninguém vai ler ou compartilhar. Agora, se apenas um for mal atendido, e colocar nas redes sociais, pronto: é igual rastilho de pólvora que encontra na ponta um barril pronto a explodir! Seja, portanto, justo e consciente.

Apontadas as sete ações básicas acima – veja que não chegou sequer a um decálogo! – é importante deixar claro aqui, agora e já o que segue:

  1. Eu não apoiei Luiz Maurício em seu projeto de eleição, nem qualquer candidato de seu partido ou coligação, razão porque não lhe pedi nada, e não teria nem porque pedir-lhe alguma coisa tipo “uma portaria”, como soe acontecer alhures.
  2. Impressionado com a repercussão que a matéria da convocação do delegado da polícia federal Gesival Gomes de Souza ofereceu, com suas quase 3.000 leituras até aqui, o prefeito eleito Luiz Maurício me chamou ao seu então gabinete na Câmara para agradecer o apoio na divulgação, oportunidade em que foi honesto e sincero ao deixar claro que gostaria de me ver na equipe dele, mas que, neste primeiro momento de anunciadas contenções de despesas e cortes de pessoal comissionados, nada poderia fazer por mim, o que entendi perfeitamente, e agradeci.

O que acontece com este velho lobo do mar das letras e palavras é que cansei de tanto bater – e de tanto apanhar. Hoje, passados 43 anos de militância nas lides jornalísticas percebo, receio que tardiamente, que, se o que escrevi, escrevi, o que bati, bati como quando se bate no bronze que logo ressoa, reverbera, e volta para si mesmo. E deduzi: não vale a pena!

Da poesia infanto-juvenil de meus primórdios anos sempre lembrados por Roosevel de Almeida Santos, Jairo Costa e Mauro Sérgio Araújo, ao “humor macabro” como me epitetou Claudete Andreotti (Boca de Rua), talvez a minha principal fã hodierna, restou um Washington mais, digamos, comedido. Comedido; medroso, nunca! E justo. Justo; perfeito, nunca! Mas – garanto –, de bom coração e de bom costume.

Que Peruíbe cresça com o vigor que promete ensejar a este jovem Luiz Maurício Passos de Carvalho Pereira o melhor dos presságios, que é o de vir se tornar orgulho para nossa cidade como Governador do Estado, quando Alberto Mourão, Márcio França e Samuel Moreira já estiverem velhinhos e aposentados.

Deus o abençoe, prefeito. Deus proteja Peruíbe e seu povo!

Washington Luiz de Paula

Sobre mrwash

Veja também

59, noves fora…

Completo hoje 59 anos de idade com aquela sensação perene de que algo andou errado …

Projeto “A volta de quem nem bem veio”

Pois é. A contingência obrigou-me a retornar para Peruíbe; a contingência obriga-me a voltar para …

Quem são os que temem os paraquedistas

Começo estas considerações lembrando o folclórico JP Melo que costumava dizer que “filho da terra …

Deixe sua opinião

TENHO 9 MOTIVOS
COMBATA O SPAM. ADOTE A PORTA 587.
COMBATA O SPAM. ADOTE A PORTA 587.
%d blogueiros gostam disto: