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A polícia do Reino: Ascensão e queda

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Adão de Souza Ribeiro (*), no O Arquiteto de Ilusões

Minha fotoNo apagar das luzes, pouco há que se admirar no Reino Caiçara. O brilho nos olhos da monarca, quando foi coroada, vai se apagando aos poucos. As festas suntuosas e os bailes revestidos de glamour, não mais existem. Os desfiles oficiais, com a monarca em sua carruagem real, não são mais recebidos com reverência e admiração. A coroa dourada e cravejada com pedras preciosas pesa sobre a cabeça da Rainha e não mais representa o poder, que dela emana.

O reino edificado há centenas de anos, sob a égide da defesa do bem comum, foi enlameado pela embriaguez e luxúrias do poder, fazendo corroer as colunas da ética, da moral e dos bons costumes. As negociatas realizadas na calada da noite, nas costas do trono, maculou a imagem da monarquia e desmoronou a longevidade do reino. O Primeiro Ministro sucateou os cofres públicos e, para isso, corrompeu agentes públicos em todas as esferas do poder.
Com as patacas surrupiadas do Tesouro Real, o Primeiro Ministro comprou terras, mansões, carros luxuosos e pessoas. Os membros do Parlamento (Câmara dos Lordes e Câmara dos Comuns) rezavam a cartilha do mandatário. “Quem paga o almoço, escolhe o cardápio”, diz o adágio popular. Ele aliou-se ao capô da cidade, um mafioso conhecido como “Quatro Letras”. O braço da corrupção, comandada pelo Primeiro Ministro, alcançou a Suprema Corte e a Policia Real. Atuou como um rolo compressor sobre seus asseclas e desafetos.

A Polícia Real, criada para defender os fracos e oprimidos, passou a defender os interesses escusos da corte e dos malfeitores do reino. Enquanto a Rainha preocupava-se com o bem estar do seu consorte, o “Conde Tupiniquim”, o Primeiro Ministro, fazendo uso de seu poder e influência, determinava a quem o Diretor da Policia Real devia perseguir ou matar. Assim perseguiu jornalistas, agentes policiais não corruptos e cidadãos de pouca posse. Foi um período em que toda espécie de crime cresceu assustadoramente, instalando-se o medo e a insegurança.

O Primeiro Ministro infiltrou nos corredores da Policia Real, pessoas de sua confiança, com o intuito de coibir instauração de processos contra seus atos criminosos. Tinham, dentre outras funções, retardar investigações ou destruir provas de sua corrupção desenfreada. O diretor nada podia fazer, ou seja, apenas cumprir ordens, pois tinha “rabo preso” com o homem mais poderoso do reino. Foi assim que a policia mais respeitada do reino, caiu num descrédito irreversível.

Sem uma polícia, braço direito da ordem e da justiça, guardiã da ordem e da lei, a violência e a desordem tomou conta dos quatro cantos do reino. Qualquer agente público de conduta ilibada, que se opusesse a esquema montada pelo Primeiro Ministro e pelo Diretor da Polícia Real, era perseguido com infâmias contra a sua honra ou morto covardemente. A partir de então, passou a imperar a lei do silêncio para os honestos ou a lei da cumplicidade para os aliados.

A ganância do reino contaminou a policia (investigativa e montada), pois ali parecia um mercado persa, onde negociava de tudo. Vitima de toda sorte de violência, o povo tinha medo de procurar o amparo da lei. Sabia que para ter o seu direito garantido, precisava pagar um preço. Os infiltrados do Primeiro Ministro tinham mais autoridade do que o Diretor da Policia Real. A polícia se vendeu e caiu num atoleiro sem precedentes. Os súditos reclamaram ao Parlamento e a Suprema Corte, mas de nada adiantava, pois o Primeiro Ministro comprara a todos.

Mas como na vida, nada é eterno e nem mesmo a própria eternidade, um dia ruiu o castelo de corrupção. O peso da Justiça Divina fez ruir os pilares contaminados pela imoralidade. Não ficou pedra sobre pedra, como aconteceu com as muralhas de Jericó. A lei e a verdade devoraram os malfeitores do reino. Aos poucos, a lei foi restaurada no reino e o povo suspirou aliviado. O direito e a justiça vencem, mesmo que desarmados.

A Rainha louca morreu de inanição, o Primeiro Ministro com a burra cheia, abandonou o reino e o Diretor da Policia Real, com toda máfia, foi expulso á toque de caixa. Hoje os súditos fiéis à Monarquia acordaram de alma lavada e espírito aliviado. De uma forma tranquila, o bem venceu o mal.

“God protect the Kingdom against its malefactors”. (Deus proteja o Reino contra seus malfeitores).

Peruíbe SP, 5 de novembro de 2016

(*) Adão de Souza Ribeiro, como se autodenomina, é introvertido, preocupado com a transitoriedade da vida; triste com as injustiças sociais; não gosta de hipocrisia e falso moralismo; monarquista; tem visões futurista do mundo; centro-esquerda; defensor da soberania nacional; desacreditado da politica nacional; contra o estrangeirismo na nossa cultura e na nossa língua.

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