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Exclusivo – Luiz Maurício fala em fazer grande governo: “Vai dar certo!”

Em entrevista exclusiva, o prefeito eleito de Peruíbe, Luiz Maurício Passos de Carvalho Pereira, fala em municipalização de serviços, valorização do funcionalismo, dívida pública e muito mais

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Luiz Maurício (dir.) a Washington Luiz de Paula: “Vai dar certo. Vamos fazer um grande governo” (Foto: Divulgação/Assessoria)

Da Redação

Recebendo o jornalista Washington Luiz de Paula, com exclusividade, em seu gabinete na Câmara, o vereador Dr. Luiz Maurício, prefeito eleito para o próximo mandato (2017-2020), responde a 10 perguntas daquelas que, como costuma-se dizer, não querem calar.

Simpático e otimista, o jovem advogado falou do início de sua carreira política quase acidental, mas que, depois de tomado o gosto pela vida pública, passou a esmiuçar detalhes de um planejamento que viria a consagrá-lo vereador – o segundo mais votado, em 2012, e agora, com apenas uma passagem pela Câmara, prefeito eleito. Em 2008 foi seu “debut”, quando saiu candidato a vice-prefeito juntamente com Zeca da Firenze, então candidato a prefeito, ambos pelo PSDB, ficando em terceiro lugar dentre cinco candidatos. Depois disso, Zeca foi para o PV e Luiz Maurício permaneceria no PSDB, onde ambos se elegeram vereadores em 2012.

A ficha caiu!

Embora buscando sempre o máximo de seriedade em seu projeto pessoal de vir a se tornar prefeito de Peruíbe, na conversa Luiz Maurício deixa escapar que um quase susto o acometeu quando anunciada sua vitória. “Sempre tivemos o pé no chão, mas agora a coisa tomou forma de realidade e precisamos ter serenidade e equilíbrio para buscar fazer o melhor por nossa cidade, resgatando a dignidade do povo peruibense e o respeito pelas instituições públicas”, lembra.

Deixando claro que desde o início da campanha acreditava na vitória, o prefeito eleito aponta para o índice de rejeição das pesquisas que, no seu caso, era o menor dentre os oito candidatos, o que evidencia que nem sempre quem está na frente nas pesquisas chega lá. Tecnicamente costuma-se dizer que se o candidato está na frente com 30% das intenções de votos, mas também está na frente no índice de rejeição, com percentual acima dos 20%, sua vitória é muito difícil. A eleição de Luiz Maurício é prova inconteste disso.

Veja a entrevista exclusiva que o prefeito concedeu na noite desta quarta-feira, 19:

Agradeço sua disposição em me atender e em responder estas perguntas para o meu blogue. Vamos começar pela campanha e por sua eleição: Você fez uma campanha modesta, com uma equipe pequena de vereadores e colaboradores, e acabou se elegendo, mesmo aparecendo atrás nas pesquisas feitas pelos demais candidatos, três dos quais já tinham como favas contadas suas respectivas vitórias. Fiz um comparativo com 1996, com a eleição de Dr. Alberto Sanches Gomes (que se elegeu pelo mesmo PSDB que você se elegeu agora), apontando para uma zebra sua vitória. A seu ver, foi mesmo zebra?

De jeito nenhum! Sinceramente, não sei a pesquisa que vocês tiveram acesso, mas desde o início acreditávamos na vitória. Sempre falei isso para as pessoas que conversaram comigo durante a campanha. Infelizmente, muito se falou em pesquisas nessa eleição, mas nenhuma foi publicada. Nós viemos monitorando nosso crescimento. A minha união com o André de Paula foi muito bem aceita pela população. Isso, de imediato, caracterizou um crescimento na nossa candidatura. No início da eleição, com exceção do Gilson Bargieri, que liderava com folga, estávamos todos empatados tecnicamente. Mas a minha rejeição era a menor de todos os candidatos. No decorrer da campanha, principalmente após a realização dos debates, vimos uma grande fidelização dos votos a nosso favor. No domingo anterior a eleição, pela primeira vez, apontamos em nossas pesquisas internas em primeiro lugar.

Em entrevista a um jornal regional, você disse que suas pesquisas indicavam que você ganharia com margem equivalente a 1.500 votos, e que a vitória apertada de 205 votos contra o Emer lhe surpreendeu. Você não acha essa avaliação otimista demais, considerando que é sabido que o Emer poderia ter vencido o pleito, ainda que também numa eleição apertada, não fosse um vídeo lançado à véspera da eleição vinculando o nome de Emer à administração?

Falei isso de acordo com as nossas pesquisas internas que no domingo apontou que estávamos em primeiro lugar e uma tendência muito grande de conseguir os votos dos indecisos. Por isso a estimativa feita pela nossa equipe técnica que fazia um monitoramento diário da tendência. Sinceramente, não acho que o vídeo trouxe esse efeito, pelo contrário. Na minha opinião, esse vídeo causou uma verdadeira vitimização do Emer e fez com que ele intensificasse ainda mais sua campanha nos últimos dias, fazendo com que a diferença esperada por nós diminuísse.

Você se elegeu com 28,5% dos votos válidos, e com apenas 14,55% do eleitorado total, numa eleição em que você praticamente empata com os 26,28% que anularam seus votos para prefeito, e também com os 27,33% dos que se abstiveram de votar, e ainda com os 27,77% que votaram no candidato Emer Elias Abou Jaoude. Em termos populacionais, considerando que o IBGE estima uma população de 65.907 pessoas vivendo em Peruíbe hoje, este percentual de apoio cai para 12,16%. Mal comparando, sua vitória poderia ser comparada a uma corrida de Fórmula 1 em que os carros dos favoritos quebram na reta final, levando-o ao pódio. Você concorda com isso? Dá para se sentir vitorioso sabendo que fatores externos à sua campanha podem ter contribuído para fazê-lo ganhar, e se elegendo com margem tão apertada de votos, e com índice de aceitação tão pequeno?

Falei centenas de vezes na campanha que o candidato vencedor na eleição não chegaria a ter 30% dos votos. Isso não é porque o Luiz Mauricio ganhou, mas sim porque a disputa foi acirrada. Tivemos oito candidatos a prefeito, fazendo com que o eleitorado se dividisse. Também já era uma tendência para qualquer um que tivesse analisado o cenário político com imparcialidade. É claro que me sinto um vitorioso, ganhamos a eleição onde concorreram dois ex-prefeitos, candidatos com poder econômico e grupo político muito maior que o nosso. As pesquisas pós eleição mostram uma aceitação muito grande com o resultado do pleito. Vamos fazer um grande governo. Tenho certeza disso!

Você assume a prefeitura com aquela que talvez venha a ser a maior dívida pública já herdada por um prefeito eleito de toda sua história, o que fatalmente vai obriga-lo a ministrar remédios amargos como economia severa, contenção de despesas, corte de gastos e de pessoal comissionado. Quais medidas saneadoras imediatas você pretende tomar, e qual o efeito no índice de apoio dos vereadores eleitos e da sociedade você espera para seus primeiros meses de governo? Neste quesito, como será seu relacionamento com a nova Câmara para a qual seu partido elegeu minoria?

Foi compromisso de campanha encarar esse momento com muita seriedade e transparência. A fórmula para o momento é justamente essa. Diminuição de despesas, revisão de contratos e gestão da receita. Não vejo problemas com a Câmara. Conheço todos os vereadores eleitos. A grande maioria possui relação pessoal comigo. Sou vereador e sempre exigi respeito do Poder Executivo com o Legislativo. Farei isso. Tenho certeza que terei o apoio da Câmara nas medidas que precisarem ser tomadas para a retomada do desenvolvimento da cidade.

Incontestavelmente você foi o vereador mais atuante da atual legislatura, juntamente com seu vice-prefeito eleito, vereador André de Paula. Ambos dignificaram seus mandatos fazendo exatamente aquilo que o vereador deve fazer: fiscalizar os atos do Executivo, cobrar ações efetivas, e denunciar desvios ao Ministério Público e à Justiça. Dentre suas lutas está a do respeito pela reparação salarial dos servidores municipais em sua data base. Como você pensa resolver esta situação logo nos primeiros meses de sua administração, sabendo de antemão que o caixa da prefeitura está com déficit, e que agora você tem inclusive na Câmara um ex-presidente do sindicato, de quem se espera que defenda os interesses dos trabalhadores?

Sempre respeitei o funcionalismo e no meu governo os servidores serão valorizados. Vamos tratar a questão com transparência e seriedade. Chamar todos os envolvidos e achar juntos uma saída para o problema. Faremos a nossa parte, diminuindo despesas e abrindo o diálogo. Vai dar certo!

Considerando que há uma enorme mão de obra ociosa dentro dos quadros do funcionalismo, como de braçais, motoristas e até médicos e outros profissionais, você pretende municipalizar serviços que hoje estão terceirizados, e que oneram em muito a folha de despesas fixas da prefeitura, como transporte público, coleta de lixo, merenda escolar e serviços de saúde?

Faremos sim uma reorganização dos serviços públicos. Alguns serviços podem vir a ser municipalizados, mas ainda estamos em fase de estudos.

A dívida pública do município tem sido tratada como segredo de Polichinelo desde muito tempo, principalmente pelo jurídico da prefeitura que não faz muita questão de buscar alternativas (algumas já usadas por outras prefeituras) para provocar o recebimento dos devedores. O que se vê hoje são imóveis dispersos indo a leilão, muitos deles parecendo ter endereço de interesse pelo arremate previamente acertado. No entanto, os grandes devedores da prefeitura são omitidos destas ações jurídicas e judiciais. Você saberia informar qual o valor da dívida ativa do município, e quais medidas pretende tomar para buscar recuperar este crédito para os cofres públicos?

Por enquanto não temos dados atualizados oficiais. Estamos levantando essas informações para subsidiar o estudo que estamos fazendo sobre as medidas a serem tomadas para aperfeiçoar a arrecadação do Município. Implementaremos o sistema de cobrança com ferramentas modernas que já vem sendo utilizadas em outros Municípios e que vem dando certo.

Em 1989 o então recém-eleito prefeito Mário Omuro assumiu a prefeitura em situação comparativamente semelhante à que você assume hoje. Em meados daquele ano, ele se viu na contingência de lançar um carnê suplementar de tributos. Esta medida pode estar na pauta das alternativas para superar a crise, sem que seja preciso decretar uma moratória de pagamentos junto aos credores?

Não! Isso não ocorrerá em hipótese alguma.

Você é prefeito eleito pelo mesmo partido do governador Geraldo Alckmin. Dentro de dois anos teremos eleições, e, a continuar o rito da política estadual como ela vem se conduzindo até aqui, é bastante provável que o atual vice-governador, Márcio França, que é do PSB, venha a ser o candidato apoiado por Alckmin que já não mais poderá se reeleger. Em palavras mais apocalípticas seria de se prever que nos dois primeiros anos de seu governo você poderá contar com a ajuda do governo estadual, mas nos seus dois últimos anos, as portas dos cofres do Palácio dos Bandeirantes poderão se fechar. Isto não o preocupa, já que todos acreditamos que você pretende fazer o melhor que estiver ao seu alcance para melhorar a cidade em todos os aspectos?

Eu tenho excelente relação com o vice governador Marcio França e com o Deputado Estadual Caio França e, sinceramente, não acredito nessa hipótese. O PSDB saiu muito fortalecido nessas eleições municipais, não só em nossa região, como em todo o Estado. Não tenho dúvidas de que o PSDB terá candidato a governador em 2018 e o atual vice-governador, Marcio França, continuará junto conosco.

Você é um jovem advogado, filho de um ilustre advogado da cidade, e que conta com apenas 37 anos hoje quando você se elege prefeito. Com uma vida e carreira toda pela frente, prometendo ser brilhante como é de esperar de pessoas que tenham um mínimo de dignidade e inteligência, pode-se pensar que Peruíbe terá em breve um líder político reconhecido estadual e nacionalmente, como aconteceu com Praia Grande, com Alberto Mourão; São Vicente, com Márcio França; e, ultimamente, Registro, com Samuel Moreira? Você sonha em ser deputado, ou mesmo em alçar voos mais altos na política?

Há 4 anos atrás, eu nunca tinha exercido um mandato. Fui candidato a vereador pela primeira vez e fui o segundo mais votado em 2012. Sempre falei do orgulho que sentia em exercer o mandato de vereador e ser um dos representantes da população de Peruíbe. Agora fui eleito Prefeito e quero honrar a confiança da população que acreditou em nossas propostas. Sei da responsabilidade que estou assumindo e das consequências que meu governo pode trazer para meu futuro político, tanto positivamente, como negativamente. Agora é hora de governar a cidade e devolver a Peruíbe o lugar de destaque que ela merece.

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