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Alex Matos perde eleição, mas mantém comando do Legislativo

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Alex Matos: maioria na próxima Câmara

Da Redação

Com seis vereadores eleitos sob seu comando dos 15 que compõem o Legislativo de Peruíbe, Alex Matos, ex-vereador e candidato derrotado na eleição para prefeito deste ano, sai fortalecido do certame eleitoral, prometendo já a partir da eleição para presidente da Câmara, em janeiro, dar uma pequena amostra de como haverão de comportar os vereadores eleitos pelo seu grupo.

Destes seis, pelo menos dois – o atual presidente Rafael Vitor de Souza, e o advogado Eduardo Teles (ex-presidente do SINTRAPE), ambos do PMDB, tiveram apoio incondicional e irrestrito não só de Alex Matos, como também do enigmático Paulão (Paulo Henrique Siqueira) que, mesmo na penumbra dos que teimavam em não verem seus nomes vinculados à atual administração, exerceu voz e comando sobre estes dois vereadores. Do mesmo grupo político liderado por Alex, figuram Tom Gaspar e Astrogildo (os dois do PEN), e Adilson da Van e Loro, ambos do PTB, partido da prefeita Ana Preto.

Com a soma destes seis aos dois nomes eleitos sob a batuta do ex-prefeito Gilson Bargieri, ex-prefeito e antigo aliado de Alex Matos, a saber Milena Bargieri e Tamer, os dois do PSB, a composição da maioria simples, agora com oito vereadores, é possível prever alguma dor de cabeça para o prefeito eleito Luiz Maurício, do PSDB.

Dois 15 vereadores, o prefeito só poderá contar efetivamente com os três do seu partido que se elegeram: Rodrigo, Dr. Abude e Sussumo. Este três teriam que contar com os quatro vereadores que o empreiteiro Emer elegeu para buscar algum equilíbrio na balança legislativa para o próximo mandato, o que não é uma conta assim tão simples, afinal, pelo um destes quatro eleitos – Paulinho da TV (PCdoB) – também é afilhado político de Paulão, tendo começado sua campanha com Alex Matos, embora terminado apoiando o candidato Emer.

Presidência na pauta

A primeira sessão legislativa deverá ser presidida pela vereadora mais votada – Milena Bargieri, para quem, por direito e quase uma regra, deveria também assumir a presidência do primeiro biênio do mandato que começa em 2017.

Milena, no entanto, parece já ter declinado deste privilégio. Alegando questões profissionais, a ex-prefeita prefere passar o bastão para outro colega (o indicativo é de que, como ela é advogada, se aceitasse a presidência do Legislativo, ficaria impedida de exercer a advocacia).

Com isso o embate dentre os presidenciáveis já toma corpo. O segundo colocado nas urnas, vereador eleito Rodrigo Silva, já teria buscado apoio do prefeito eleito, mas dificilmente iria conseguir apoio dos seus colegas. Segundo consta, os vereadores reeleitos Rafael, Loro e Mohai não guardam boas lembranças de seu mandato tampão de apenas um mês neste mandato que termina, cumprindo vacância de Osvaldo do Posto quando este se acidentou.

Nomes como os do ex-vereador Oliveira, que agora retorna para a Câmara ou mesmo do vereador reeleito Mohai, que foi lider da prefeita Ana Preto, são promessas que começam a serem discutidas. No entanto, se prevalecer a força do grupo que elegeu a maioria, Alex Matos poderá indicar o ex-vereador Loro, embora a preferência de Paulão possa ficar mesmo para Eduardo Teles ou Paulinho da TV. O fiel da balança, no entanto, pode estar no PSB. Com a decisão por não concorrer, Milena pode mesmo vir a levar o nome de Tamer Júnior, eleito pelo seu partido, à mesa das indicações.

Sem envolvimento

Historicamente o desempenho do Legislativo depende muito da vontade e do envolvimento do Executivo. Afinal, os vereadores sabem que é do outro lado da rua que vem o complemento e a subsistência política, e, por isso, uma palavra do prefeito sempre pode trazer luz ou trevas para todo e qualquer embate.

Entre amigos, porém, Luiz Maurício tem dito que não quer se envolver com o Legislativo. Vereador como é até o final deste ano, o prefeito eleito sabe muito bem que o “caminho da roça” para o vereador no que diz respeito ao seu relacionamento com o gabinete do prefeito, pode ser espinhoso, mas pode também ser florido, tudo dependendo de como quer e deseja se comportar o vereador no exercício no seu mister de fiscalizar o Executivo.

Envolvendo-se ou não, o prefeito Luiz Maurício Passos de Carvalho Pereira já poderá ver no dia primeiro de janeiro de 2017 se sua gestão será um mar de remanso ou de violenta ressaca. De evidente mesmo fica a certeza de que, no mesmo diapasão com que se elegeu com 28,5% dos votos válidos (14,55% do eleitorado), o futuro prefeito terá que buscar nas demais forças políticas apoio para um governo de coalização. Se não se “sentar” com Alex Matos e Gilson Bargieri, e mesmo com Emer, poderá ver que nem tudo são louros como presume ser todo aquele que busca o comando de uma cidade tão complicada como é Peruíbe.

Veja como ficam os grupos políticos na Câmara Municipal para o exercício 2017-2020:

Alex Matos (6 vereadores):

  1. Rafael (PMDB)
  2. Eduardo Teles (PMDB)
  3. Tom Gaspar (PEN)
  4. Astrogildo (PEN)
  5. Adilson da Van (PTB)
  6. Loro (PTB)

Emer (4 vereadores):

  1. Ingram (PSDC)
  2. Mohai (PSDC)
  3. Oliveira (DEM)
  4. Paulinho da TV (PCd0B)

Luiz Maurício – Prefeito eleito (3 vereadores):

  1. Rodrigo (PSDB)
  2. Dr. Abude (PSDB)
  3. Sussumu (PSDB)

Gilson Bargieri (2 vereadores):

  1. Milena (PSB)
  2. Tamer Júnior (PSB)

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