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Ah, esse custo do Estado… Quem é mesmo que paga esta conta?

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Minha esposa já passou por três cirurgias de grande porte em hospitais públicos de São Paulo. A primeira, éramos ainda solteiros e nem nos conhecíamos, foi no Hospital Nove de Julho, e as duas outras, quando nós já estávamos casados, deram-se no excelente hospital do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, também na Capital.

Para que vocês tenham uma ideia, somente a segunda cirurgia demandou a colocação de duas próteses valvares de metal em seu coração, ao custo estimado de nada menos que US$ 10 mil cada uma! Na terceira cirurgia, uma das válvulas teve que ser trocada, e lá se foram mais US$ 10 mil. É isso mesmo! Dez mil dólares cada válvula metálica, sem contar os custos de internação hospitalar, uso do centro cirúrgico e da unidade de terapia intensiva, honorários de médicos, cirurgiões, anestesistas, enfermeiros, e por aí vai.

Mas, quanto custou aos familiares de minha esposa a sua primeira cirurgia, e a mim, como seu esposo, as duas outras? US$ 30 mil? US$ 50 mil? Quem sabe R$ 100 mil não dariam para o cobrimento de todos os custos de cirurgias tão importantes e delicadas que salvaram e mantiveram a vida de minha esposa até aqui? Claro que se a discussão partir para o campo da filosofia, um milhão não pagariam a vida de uma pessoa tão querida; e se descambarmos para a religião e para a teologia, veremos o que temos aprendido que uma vida vale bem mais que o mundo inteiro!

A mim, no entanto, estas intervenções cirúrgicas pelas quais passaram minha dileta esposa não custaram nada. Nem tão pouco aos familiares dela. A bem da verdade, se gastei alguns poucos reais indo comprar à farmácia o anticoagulante que passou a ter que tomar diariamente e pela vida toda, foi muito, e assim mesmo porque me faltou oportunidade de ir buscá-lo gratuitamente na farmácia do hospital.

A questão a que quero chegar é esta: se eu não paguei tamanha conta de tão grande custo, e se sequer fui cobrado a ponto de sequer ficar sabendo em quanto importou financeiramente todo os cuidados médico-hospitalares que D. Neide Toledo de Paula vem requerendo do Dante Pazzanese até hoje – e continuará requerendo enquanto viver, quem foi, afinal, o benemérito que pagou esta conta?

A resposta é simples. Eu, você, e todos nós a sabemos de cor. Quem pagou a conta foi o Estado (escrevo Estado com E maiúsculo para apontar para a entidade maior composta por municípios, estados e federação). Pois bem: quem pagou a conta foi, então o Governo. E, neste ponto, você diria: e não fez mais do que obrigação, porque, afinal, é para isso que nós pagamos impostos! Opa! Espere aí, então você consegue mesmo entender que o Estado só teve condições de bancar as cirurgias de minha esposa porque você e eu pagamos nossos impostos? Mas, que ótimo que tenha entendido isso, porque só assim para você não me ter por louco quando eu passar por você e agradecer por ter ajudado a bancar os custos das cirurgias de salvaram a vida de minha esposa! Muito obrigado!

E é assim que eu encaro esta vida. Toda vez que vejo um cidadão trabalhando pelas ruas, desde um gari recolhendo o lixo, a um policial zelando de nossa segurança, a um motorista de ônibus levando o povo de um lugar a outro, a um sorveteiro ambulante oferecendo o seu refresco para aplacar o calor, à menina que serve o café com tanto esmero na padaria, ao comerciante que abre cedo suas portas para oferecer bens e serviços para que a economia continue o seu galope, ao empresário que investe em sua fábrica para gerar dezenas ou centenas de empregos, eu levanto as mãos para os céus, e agradeço, porque cada uma destas pessoas é responsável por manter os serviços públicos que recebemos, à primeira vista, “graciosamente”.

A ponderação acima tem por fito levá-lo a pensar que, se há mérito em milhares de famílias terem saído da linha da miséria neste país deste a implantação do “bolsa família” que, vamos lembrando, não tem paternidade no PT, nem em Lula ou Dilma, mas que nasceu no tão combatido governo anterior à era petista; se há mérito em pessoas carentes passarem a ter tido acesso à faculdade, a comprar o carro próprio e a “viajar de avião”; se há mérito em não sei quantos “sem-terra” terem se graduado na universidade, o mérito pode estar apenas e tão somente no fato de o governo hoje estar sabendo distribuir melhor a renda e as oportunidades de acesso a bens e serviços antes distantes dos menos favorecidos do que nos governos passados. Mas, a questão permanece: De onde vem essa “renda” que o governo hoje distribui melhor, como dizem?

Eu respondo: o mérito maior continua sendo daquele que produz e que paga imposto! Margarete Thatcher, a grande estadista inglesa, que chegou a ser conhecida como “a dama de ferro”, lembrou bem que “não existe dinheiro público; existe dinheiro apenas de pagador de impostos”. Sendo assim, a tão combatida e vilipendiada hodiernamente “classe média”, ou “elite”, ou “direita”, ou “coxinhas”, seja lá como queiram chamar os que se opõem ao clientelismo do governo atual por aqueles que não conseguem enxergar a utopia fracassada do socialismo e do comunismo mundo afora a um palmo de seus narizes, são os que mantém, a custo de suor, lágrima e às vezes até de sangue, o custo do Estado, que não bastasse já ser tão grande e oneroso em custear o ócio, agora vemos tomar volume gigantesco em razão da corrupção que grassa em municípios, nos estados e na capital federal.

Engana-se quem acha que o ex-presidente Lula ou a atual presidente Dilma tenham a chave da Casa da Moeda e, de noite, quando quiserem se distrair um pouco, vão até lá para imprimir dinheiro para distribuir para os pobres. Eles até podem ter acesso às máquinas que fabricam dinheiro, mas todos sabemos que seria loucura imprimir dinheiro para distribuí-lo, porque chegaria um momento em que o dinheiro circulante seria tanto que, não importa quanto você tivesse no bolso, mal daria para comprar um litro de leite (ou você acha que se fosse tão fácil resolver os problemas assim, outros líderes mundiais – notadamente os ditadores – já não teriam “resolvido” o problema imprimindo dinheiro também?)

Não! O dinheiro que sustenta o clientelismo vem da “elite” que os próprios clientes que vivem das benesses do Estado tanto condenam. Senão vejamos, hipoteticamente, uma sociedade composta 100% de famílias vivendo do “bolsa família”, ou de “sem tetos” ou de “sem terras”, com ninguém mais produzindo ou pagando imposto, o que aconteceria? A utopia chegaria ao fim com o fim do dinheiro, e não restaria outra alternativa ao mundo que voltar ao escambo.

Por finalmente à esta reflexão relembro o vaticínio de Adrian Rogers, que já em 1931 deixou clara esta verdade: “Quando metade da população entende a ideia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação”; e também a mais que acertada previsão ainda da dama de ferro inglesa: “O socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros”.

Oxalá todos pudessem elevar aos céus uma prece pelos que trabalham honestamente para ajudar a manter a máquina do Estado azeitada e funcionando. Eu rogo sempre a Deus por estes, e faço a minha parte.

Consoante isto, a mim não me importa se, se quem trabalha e produz, é rico, pobre ou de classe média. Se é um trabalhador “sem terra”, ou se é proveniente da chamada “elite”. Acho que o Brasil continua sendo um país de oportunidades, e não seria difícil coletar histórias de tantos migrantes que vivem hoje nas grandes cidades – e mesmo no campo – e que venceram na vida, conquistaram o seu lugar ao sol e, alguns, até “enricaram”, como dizem as pessoas mais simples que vivem no campo, sem que preciso fossem receber a esmola que, como dizia Gonzagão, “mata de vergonha a um homem que é são”. O que eu combato com veemência é a ideologia que tenta fazer crer que os avanços sociais do Brasil nos últimos anos só se deram pelo simples querer de um homem que, todos sabemos, desde que se aposentou por apenas lhe faltar um dedo mindinho em uma das mãos, nunca mais produziu nada para este país além de fomentar a segregação social, e de disseminar o ódio e a violência hoje tão escancarada no seio da sociedade brasileira.

Neste momento tão delicado, quando antevejo o Brasil caminhar para um inevitável e desenfreado derramamento de sangue, no mais das vezes de inocentes, tudo que pedimos é que o bom Deus tenha misericórdia e piedade daqueles que, se antes viviam a “vida de gado, povo marcado, povo feliz” pelo capitalismo selvagem, agora veem-se cegados pela mentira histórica do socialismo. Afinal, capitalismo e socialismo – que diferença faz se o matadouro é o mesmo?

Pensem.

Washington Luiz de Paula

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