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O múnus público de André Santana e as minhas nádegas flácidas

Dia destes o emblemático André Santana, ao que parece agora chefe de gabinete do chefe de gabinete da prefeitura de Peruíbe, pediu-me que retirasse uma anotação que eu fiz como comentário a um post assinado pelo vice-prefeito Nelson do Posto, sob a alegação de que o que escrevi poderia levar as pessoas que o lessem a erro de julgamento sobre suas vistas viagens mundo afora Facebook adentro.

Invocando o pressuposto da “vida privada”, disse-me ele: “Da minha vida privada eu cuido. Você me acompanha há tempos e sabe que não tenho uma história triste para contar e sabe que viajo há tempos e muito. Aliás, as melhores e maiores viagens que fiz não foram recentes”.

E continuou, para rebater informação anotada por Nelsinho em seu perfil no Facebook que seu salário poderia estar chegando à casa dos R$ 9.108,81 mensais: “Escrever o que escreveu pode induzir as pessoas a erro. Até porque o vice-prefeito está mal informado. O salário de chefe de gabinete ou diretor LOM não chega a metade disso”.

Bem, como não sou jornalista nos mesmos moldes que André Santana, que tem em seu currículo a formação acadêmica – que eu não tenho, vejo que é hora de ensinar-lhe alguma coisa sobre investigação de mérito, o que o fiz agora, descobrindo que o tal Padrão 22 para o qual a prefeita Ana Preto o nomeou, de acordo com a Lei Complementar nº 176, de 19 de dezembro de 2011 (fls. 27), que trata do Plano de Carreira dos Servidores Públicos de Peruíbe, aponta vencimento de R$ 7.576,96 à época, o que bem pode mesmo estar chegando ao número indicado por Nelsinho em sua matéria.

Pressupor que André Santana receberia surpreso tal salário no final do mês, quando imaginava ser “nem metade disso”, é o mesmo que dar-lhe rima ao nome – Não! A mim ele não engana!

Aproveito aqui para distinguir o que seja, afinal, “público” e “privado”, o que se torna preciso num Brasil em que todos de sobejo sabemos que os políticos têm prazer em fazer na vida pública aquilo que costumeiramente fazem na privada, o que não é o caso – evidente – de nosso protagonista que, embora não político diretamente falando, é homem público, porque serve no múnus público, e se serve do erário público para receber seus proventos.

Consoante isso, suas viagens de recreio – para onde vai, quanto gasta, com o que gasta, de fato tem a ver com sua vida privada; quanto ganha, o que faz durante o expediente, se trabalha ou não, tem só a ver com sua vida pública, já que seu salário é proveniente de impostos pagos pelo povo, razão porque não haveria de achar-se assim tão sobressaltado com a crítica interposta justamente por alguém que há 40 anos exerce o mesmo ofício, embora “de orelhada”, que ele exerce, no seu caso, de direito.

Sim. É preciso que se repita aqui aquilo que eu já sei, até porque tudo que sei que sei é que o que comentam nos bastidores acadêmicos é que eu posso até escrever bem, no que tenho sido admirado por alguns e odiado por tantos, mas não sou mais do que isso: “jornalista de orelhada”!

A parte disso, neste episódio não perdi oportunidade de colecionar mais uma “história triste” para contar, que é a do arrependimento de ter atendido o amigo André Santana em seu pleito, e retirado o comentário que tanto o incomodou. Fi-lo sim, por saber – como poucos – diferenciar a amizade daquilo que poderíamos de repente chamar de “dever de ofício”, ou de, ao menos, “dever de cidadão”. E a história triste colecionada e a ser contada para meus pósteros é mesmo a do arrependimento, e a do medo de vir a me arrepender do meu arrependimento por mais uma vez ter que mudar o epíteto pelo qual sou conhecido para “O Que Escrevi, Escondi”.

Não é, portanto, a primeira vez que isso acontece, em que sou acordado de madrugada para mudar uma vírgula, um parágrafo ou um texto inteiro daquilo que minha consciência mandou-me escrever; não é a primeira vez, por consequência, que me entristeço com o assentimento no pedido de clemência de amigos e de alguns nem tantos amigos, pelo que já venho deduzindo que a pecha impetrada por Eduardo Bastos, o enigmático B. da Veiga de 20 anos atrás, contra Marcos Wizentier – o querido Marquinhos Ensel, acabou sendo herdada por mim, depois dos dois já falecidos: Não passo hoje, já vizinho da terceira idade, de um “nádegas flácidas”.

É isso o que sou: um jornalista de orelhada, um jornalista decadente, conforme a “jornalista” Claudete Andreotti, e agora, um nádegas flácidas para ser elegante em não ter que dizer “bunda mole”, já que isso soaria feio e chulo.

Preciso urgente de uma academia. E de uma Sputnik.

Washington Luiz de Paula

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