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“WASHINGTON LUIZ DE PAULA – Jornalista em franca decadência, foi para o lado de lá e foi efêmera a estada dele como jornalista a serviço dos Soberanos, talvez não tenham gostado das piadinhas maldosas e ofensivas que ele se acha no direito de ofender a todos, com seu humor macabro.”, por Claudete Andreotti, in Boca de Rua

Gabriel Jorge Castellá, em seu pequeno livro “20 Formas Sadias de Responder ao Insulto” (Ed. Paulus, pp 59), lembra um fato curioso acontecido com o escritor George Bernard Shaw em que ele recebe uma correspondência e, ao abri-la, vê uma folha quase em branco, tendo escrita uma única palavra, com letras maiúsculas: IMBECIL; no que ele comenta: “Isto é um fato curioso. Ao longo de minha vida recebi muitas cartas sem assinatura, mas esta é a primeira vez que recebo uma assinatura sem carta”!

Este fato veio-me a lume depois de tanto ter mastigado sobre o que de mim escreveu a ensandecida jornalista responsável pelo site que, convenhamos, mais tem incomodado as elites políticas de Peruíbe hoje em dia, chegando ao ponto de me ver dividido se valeria mesmo a pena me preocupar em perder tempo que tenho e gastar dinheiro que não tenho em leva-la às barbas do Judiciário para fazê-la conter-se sobre o que de mim escreve, vez que não sou político, não tenho interesses políticos, não sou candidato, e mais não lhe incomodo senão pelo fato de lhe ser concorrente direto nestas hostes virtuais, ou, em última instância, não corresponder àquela mesma paixão recolhida que um dia, lá atrás, em plena embate televisivo no “Na Mira!”, o vereador Ricardo Corrêa insinuou ter ela por ele. E neste terreno não me aventuro: seja porque tanto ela quanto eu somos casados – eu, lembrando, bem casado há 32 anos! -, seja porque qualquer aproximação física entre nós dois, pode apartar, porque é briga. Com certeza!

As lições que me ensinaram Castellá através da leitura do livro acima aludido foram bastante e suficientes para me convencer do contrário. Não. No caso do pretendido insulto, prefiro toma-lo por elogio, principalmente quando vêm de mentes que, de insanas chegam a ser pueris; e tenho aqui para mim, permitindo-me o mestre JC, que poderia estender sua famosa frase acerca das crianças, acenando que da boca delas sai o perfeito louvor, para estender que perfeito louvor e honra sai também da boca dos loucos e das loucas.

É-me, portanto, um elogio e uma honra ser lembrado por Claudete Andreotti que, agora, muito certamente, depois de atentamente ler e tentar entender o que aqui escrevo, irá deveras até sonhar comigo!

O fato e o consequente comentário é oportuno agora, no exato momento em que completo cinco anos da teimosa lida deste meu blogue, fato que ocorre neste dia 13 de setembro, domingo de Nosso Senhor, e que não foi lembrando por ninguém!

Sim. Eu que nada tenho de médico, mas que um pouco tenho de poeta, e também muito acumulo de louco, sou sim aquilo que o último dos gregos que Peruíbe conheceu, Iraklis Rafail Hatziefstratiou, convencionou chamar de “rei do trocadilho” por conta dos “trocandalhos do carilho” que vivia e vivo ainda fazendo. Neste diapasão minhas piadas podem até terem esse fito de “maldosas”, eivadas de “humor macabro”, mas Claudete Andreotti falar que eu me acho “no direito de ofender a todos”, aí já é elogio demais, até porque vindo de quem vem, isto realmente expõe que caiu no canal do Ubatuba o parafuso que lhe apertava o senso de ridículo, quando até não merece que se diga “bom senso”.

A aplicação e ligação que faço entre este fato de todo esperado – vindo de quem vem – e o lustro que agora comemoro é reflexo da apatia que a sociedade peruibense – povo, políticos, comerciantes, empresários, mandantes e mandados – tem para com aqueles profissionais em Peruíbe que de alguma maneira se valem de ofícios onde as mãos que pegam na enxada são substituídas por cérebros que pensam, e a enxada substituída pela caneta.

Não tenho me olvidado nunca em dizer que Peruíbe é o que é porque não tem raízes. As que tinha foram arrancadas de suas terras pela ganância da especulação imobiliária, de sorte que quem está em Peruíbe há 48 anos como eu estou pode até ser considerado “quatrocentão”. Os poucos caiçaras que ainda perambulam pelas ruas da cidade tiveram suas consciências dissecadas pelos aventureiros que tomaram de assalto nossas terras, e sobre elas agora exercem domínio que não haverá força capaz de mudar-lhe este destino, senão a força do tempo, que nem eu nem Claudete Andreotti veremos porque só daqui a dois ou quatro séculos acontecerão.

Todavia, se me perguntarem se tenho orgulho de ter adotado Peruíbe como minha terra do coração, a minha resposta é um “sim”, ainda que carregado de tristeza. Se for inquirido sobre se o fato de estar escrevendo a história político-administrativa de Peruíbe desde os meus 16 anos de idade me agrada e me envaidece, a minha resposta também será “sim”, ainda que substanciada pela mágoa.

É certo que hoje vivo na Capital. Mas meu coração está em Peruíbe. Ainda! Sei cantar o Hino de Peruíbe de cor, e sei as cores da sua Bandeira e o significado de seu Brasão, coisas que tão pouca gente que vive em Peruíbe sabem. Mas sinto esvair-se de mim aquele sentimento que Rodolpho Pettená outrora nutria por Peruíbe, cidade que tanta alegria lhe trouxe, mas que, com peso maior na balança, maior frustração lhe causou, a ponto de morrer, assim como morreu Dalmar Americano – o maior de nossos poetas – antecipando-se ao seu esquecimento no consciente coletivo deste povo sem cultura e sem história, quando disse que “Hoje, cansado, o coração deserto, / vendo a morte a acenar-me assim tão perto, / sinto no peito um dissabor profundo: / O nada de morrer sem ter vivido, / e terminar num túmulo esquecido / como um pária, entre os párias deste mundo” (Crepúsculo, in Almas Bravias, ed. do Autor).

Um pária entre os párias de Peruíbe. Assim me sinto. Assim prefiro ser. Para o poeta Gióia Jr., “deve a poesia fugir da Torre de Marfim / e sofrer com o povo e sentir mais e mais / as negras aflições dos problemas sociais” (Para Glória de Deus, in Jesus Alegria dos Homens, JUERP). Prefiro antes, portanto, ser o que sou: apenas um poeta. Ou como se autodenominava aquele que foi o maior educador de Peruíbe, em sua simplicidade de vida, Mário Cabral Martins, de tão saudosa memória: “um pobre poeta do Guaraú”.

O reflexo de que “Peruíbe não é pior, nem melhor – é apenas diferente”, como dizia o próprio Pettená está naquilo que a história destes quase 60 anos de emancipação político-administrativa nos conta: não há sociedade organizada, clubes de servir, igrejas, ordens, entidades representativas de classe, partidos políticos e até clubes de futebol que se entendam entre seus membros. E, pelo que se vê e se nota pelas linhas que fazem a epígrafe deste texto, e pelo que por este texto exaro, nem tão pouco os plumitivos se entendem entre si também.

Ora, mas se existo, escrevo; e se escrevo é porque penso; e se penso, logo existo (“Cogito, Ergo Sum”, Descartes). Como, pois, pretender ser diferente nesta minha sina? Até quando recalcitrarei em achar-me o paladino das letras, nesta aventura quixotesca, ingrata e inglória que não reverbera nem encontra ressonância junto a quem quer que seja, senão em não mais que meia dúzia de sinceros amigos que insistem em colaborar com meu ideal? A resposta é cruel: não sei. Eu mesmo não sei!

Até lá, sigo na “franca decadência” propalada pela Cruela que tantas maldades tem feito aos “dálmatas” de Peruíbe, muito embora que, no que concerne a mim, procurando manter a cabeça erguida, com a elegância dos lordes, ainda que falidos.

Décadence avec élégance” é um dos sucessos musicais do igualmente louco Lobão, que, em meus devaneios saudosistas, me faz voltar para os idos de 1974, 1975, quando numa das aulas de francês no antigo colegial, ministrada por uma professora muito bonita, cujo nome julgo lembrar-me como sendo “Francis”, escrevia ela na lousa: “Qu’elle est la couleur de la tableau noir?”, pedindo que algum dos alunos traduzisse, ao que um dos mais engraçadinhos da classe se saiu com esta tradução sui generis: “De que cor é a colher de pau”…

É isso. Se me inspirasse neste feito estudantil do passado, eis que de repente, justamente eu que gosto tanto de trocadilhos, poderia aventurar-me no francês para “traduzir” para vocês “Décadence avec élégance” como sendo “A mim a decadência; à vaca, a elegância”.

Por analogia ao que ilustrou George Bernard Shaw, eu agora pondero em afirmar que o que de mim foi escrito pela minha colega não é carta vazia nem anônima. Tem texto. E está assinada. De igual ao ocorrido com Shaw só mesmo o adjetivo.

Washington Luiz de Paula

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