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Pedrada na testa – A tênue distância entre o erro e o acerto

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Aquele que não tem pecado que atire a primeira pedra” – Jesus Cristo, in Evangelho de João, capítulo 8, versículo 7

Conta a anedota sacrílega de que, quando trouxeram a mulher pega em flagrante adultério para ser apedrejada, Jesus teria se surpreendido quando, ao ordenar que atirasse a primeira pedra aquele que não tivesse pecado, um fariseu com a maior cara-de-pau lançou sobre a mulher uma pedra enorme, atingindo-a bem na testa, ao que o Mestre ter-lhe-ia perguntado: “Você nunca errou?”. “Desta distância não, Mestre!”, teria respondido o atirador.

Bem, todos sabemos que a história verdadeira não é bem esta, e é mais que certo que Jesus, conhecendo o coração e as mentes de todos aqueles que tinham pedras nas mãos, ao se curvar sobre a terra e se pôr a rabiscar o chão, estaria ele ali, naquele jornal improvisado, enumerando todas as mazelas cometidas sob o manto da privacidade por aqueles fariseus.

A versão infame do primeiro parágrafo, entanto, encaixa-se bem ao que temos visto, lido e ouvido como ocorrência que, para asco meu e de todos aqueles que têm um mínimo de bom senso e boa fé em seus julgamentos, parece tornar-se perenal. Refiro-me aos ataques dos quais Tuca Fumagalli, o atual secretário de Comunicação e Imprensa da prefeitura de Peruíbe tem recebido, principalmente de seus colegas jornalistas (e jornaleiros) nas redes sociais.

Não vou discutir sua competência enquanto profissional, se ele é melhor do que este ou aquele, ou se é pior do que aquele outro. Não tenho, tão pouco, interesse de trazer a lume seus defeitos, os quais ele sabe que tem, assim como eu os tenho, assim como você que me lê e você que o acusa também tem, assim como nós temos. Mas eu pretendo sim promover uma defesa de seu posicionamento enquanto profissional que aceitou um cargo que, convenhamos, é dos mais espinhosos, primeiro por ser público (quando todo mundo entende dele ser patrão), segundo por, como dever do cargo, ter que defender uma administração que, certa ou errada, sofre cerrado fogo não apenas de um inimigo, mas de vários – e todos eles com interesses para lá de inconfessáveis.

O cargo que está sob a responsabilidade de Tuca Fumagalli foi oferecido a mim. O cargo é espinhoso, como já dissemos; mas o salário é bom, convenhamos. E eu só não o aceitei por estar tendo outras prioridades aqui na Capital, principalmente no que diz respeito aos meus estudos. Outrossim, por curioso que venha a ser, e até para dar um toque de tempero a este assunto, também declinei convite do ex-prefeito Gilson Bargieri, não só para vir a assessorá-lo desde já em sua trajetória rumo às eleições do ano que vem (na qual será candidato ele ou ainda sua filha Milena), como também transferi, sine die, a decisão por aceitar convite para vir a escrever sua biografia, como seu ghost writer.

Mas se me perguntarem se eu viria a ser assessor de imprensa de Gilson Bargieri ou mesmo de Benedito Marcondes Sodré, para citar dois nomes que têm estado na pauta de meus históricos desafetos políticos, eu responderia que tudo dependeria do que me proporiam a pagar. E se o salário for o correspondente ao cargo de secretário municipal, tanto melhor. Está aceito.

Mas, vejam bem: não se trata aqui de uma questão de ser mercenário. O trato, antes, é profissional. O próprio Tuca Fumagalli já serviu com sua verve e lavra a Gilson Bargieri. O emblemático Paulo Henrique Siqueira (Paulão) também. E outros nomes que dantes serviram ao então prefeito Gilson Bargieri hoje servem na Administração Ana Preto, e nem por isso podemos considera-los como “vendidos”. Exemplo disso é o competentíssimo xará Washington Reis que fez milagre na pasta de Esportes de Milena Bargieri, e hoje continua realizando os mesmos e eficientes milagres no atual governo que, bem em tempo, deixou de lado as picuinhas políticas, para trazer toda sua competência para dentro do governo.

O espinho do cargo talvez esteja em que aquele que está imbuído da tarefa para a qual foi contratado nem sempre ficará à vontade em defender esta ou aquela posição do governo. E assim funciona no mundo corporativo das grandes empresas. O presidente daquela multinacional decide lá de cima que todo funcionário a partir de tal data deverá usar por uniforme uma camisa amarela com bolinhas lilases e gravata borboleta azul calcinha, e a seus diretores não restará alternativas a não ser acatar e repassar a ordem para os subalternos, ou pedir demissão. Entrementes, se a crise no mercado de trabalho está instalada, e o diretor (e o funcionário) precisa daquele dinheiro a que faz jus trabalhando honestamente, não restará a ele, mesmo a contragosto, vestir o novo modelito.

Será bem difícil encontrar em Peruíbe quem não gostaria de ganhar R$ 4 mil, R$ 5 mil, ou mesmo R$ 8 mil por mês que é mais ou menos o que ganha um assessor com status de secretário em Peruíbe. O que é difícil mesmo é encontrar alguém com competência para saber pensar e colocar no papel aquilo que pensa. Digo-o eu que sou mestre nesta arte, embora o diga não para minha própria glória, mas como tributo de agradecimento a Deus por ter-me dotado deste talento incomum. Assim sendo, toda e qualquer ponderação que se possa ler nas redes sociais em razão de Tuca Fumagalli parecer estar se esquivando de um fato que venha a ser uma pedra no sapato da Administração tem raízes que não mereceriam sequer esta preocupação que estou tendo nesta quase apologia de seu mandato como responsável pela Comunicação do governo atual.

Falar do despeito dos incompetentes seria superficial, portanto.

Muito mais grave é quando a crítica parte do comportamento antiético de um colega de ofício. Muito mais preocupante é quando as observações de contrariedade contra Tuca Fumagalli têm origem no comprometimento escancarado que alguns têm com esta ou aquela corrente política, com este ou aquele político; e se estes interesses escusos fossem em favor de olharmos para a frente, para novos valores e possibilidades (que se tem por ai, com toda certeza), eles não seriam tão escusos assim; mas quando os interesses estão voltados para o passado que, embora recente, parece esquecido do consciente coletivo em tudo o que mazela se promoveu neste mesmo passado, daí então a minha preocupação é quintuplicada.

O fato é que todos quantos atiram as pedras bem no meio da testa de Tuca Fumagalli hoje não passam de fariseus, e estão, por seu turno, divididos em dois grupos também distintos, embora juntos e misturados: há os que até bem que poderiam fazer mais e melhor que Tuca Fumagalli, e se ressentem de não terem tido a oportunidade que ele teve; e há aqueles que jamais confessariam que adoram quando um dossiê secreto vem lhes parar às mãos para poder vende-los por alguns milhares de reais, a fim de se safarem de suas também não confessáveis crises financeiras.

Para eu que milito na área há quatro décadas, e já experimentei governos de déspotas, como diria o Sodré, “peruibanos”; para quem, como eu, já fui inúmeras vezes ameaçado de morte, processado e condenado um sem número de vezes, e que até já experimentei estar encarcerado numa prisão por 17 dias a mando dos meus algozes em Peruíbe; é que posso encher a boca para dizer que fazer jornal impresso, televisão ou rádio num governo como o de Ana Preto é moleza.

A independência jornalística que este ou aquele apregoa é benesse da prefeita Ana Preto. Sim, porque eu duvido que qualquer destes que se acham paladinos da justiça e da verdade, sobrevivessem duas edições de seus jornais, ou uma semana de transmissão na rádio ou na TV, em governos como os do próprio Sodré, ou mesmo mais recentemente como o de Gilson Bargieri. E não digo isso para que a Imprensa saia enaltecendo e defendendo o atual governo, o qual vejo, aqui do exílio, não ser exatamente um desastre, mas alguma coisa moldada na base do “não estou nem aí”.

Tuca Fumagalli, assim como qualquer assessor da prefeitura – ou mesmo da Câmara – não deve pagar a conta de eventuais desvios e desmandos do governo. Consoante isso, não desviem o foco daquele (ou daquela) que é realmente o seu alvo; mas sobretudo não atire pedras aquele que, para poder dizer que em seus bolsos nunca entrou dinheiro de caixa dois, tem que comprar uma calça nova primeiro.

Washington Luiz de Paula

TOKA DO LULA

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