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Eleição para presidente da Câmara: Independência ou poder?

FECHE A PORTA PARA OS SPAMS!

Um jogo de cartas marcadas pelas ranhuras dos acertos entre os vereadores (Legislativo) e o Governo (Executivo). Este é o quadro que parece que se repetirá nas eleições para a presidência da Câmara de Peruíbe para o biênio 2015/16, como, aliás, é acontecido desde que o mundo é mundo e a venalidade humana dá lugar aos seus reais compromissos com a sociedade e com o bem comum.

Este preâmbulo eivado de vaticínio faz sentido quando é de se lamentar que os políticos, sejam os de Peruíbe, ou mesmo os de Brasília, não tenham conseguido entender direito o que é que quer dizer, afinal, essa coisa chamada “independência de poderes”.

Afinal, como temos visto e ouvido do que acontece hodiernamente em Brasília, é nestes tempos de votações importantes e que trazem no bojo o interesse dos mandatários, que as burras se abrem e fazem borbulhar o vil metal para gáudio de ávidos até então ditos “representantes do povo”.

Não seria melhor que, no caso de Peruíbe, os 15 vereadores se reunissem e decidissem por si mesmo quem melhor representá-los-ia à frente da Mesa da Câmara? Quem sabe decidissem por consenso que o melhor presidente viria mesmo a ser aquele achado decano dentre os pares, quem sabe o mais velho, o mais experiente, o que coleciona mais mandatos…

Mas, não! Esta eleição da Câmara não é decidida nos gabinetes do Legislativo como nenhuma outra no passado de Peruíbe foi, mas do outro lado da rua, no Gabinete da prefeita, ou – pior – no solar do grande condutor das rédeas político-administrativas de Peruíbe ali no Arpoador.

Os vereadores de Peruíbe que me perdoem, mas agindo como agem escancaram interesses escusos e inconfessáveis, bem diferente da transparência que o povo eleitor quer e requer daquele em quem votou.

Sendo assim, a notícia que me chega é de que o próximo presidente será mesmo aquele indicado pelo Governo (Executivo), e não pelo próprio Legislativo. Se não seria o próprio líder da prefeita na Câmara, vereador Ricardo Corrêa dos Santos (PT), parece que será mesmo o novato Rafael Vitor de Souza (PMDB), tido e achado como pupilo e a “menina dos olhos” do Governo.

A questão é amealhar a maioria para elegê-lo, ou oito votos pelo menos, o que não é problema quando se tem ou se faz de conta que tem a chave que abre portas e cofres, ainda que só para promessas que nunca virão a serem cumpridas. Infelizmente ainda há vereadores em Peruíbe que ainda não se deram conta da força que têm. Ou então, pelo contrário, alguns supervalorizam tal força, fazendo elevar a inflação aos píncaros da suficiência desde dias passados até a próxima quinta, 11, data da eleição na Câmara.

Para estes, o tempo é de colheita.

Na outra ponta há a plêiade dos contrários, dos que não encontraram vez e voz na fila dos desesperados, dos que têm interesses políticos próprios ou de terceiros (também inconfessáveis), ou que simplesmente destilam restolhos de dignidade e independência. São seis ou sete talvez. Não importa: estes são minoria. São aqueles que, por teimosos, por idealistas, por despeitados, por qualquer coisa que seja, contribuem para que a unanimidade seja não mais que uma vaga teoria nas cátedras da sociologia, da religião, da filosofia e da política, nunca alcançada em tempo algum e em qualquer área.

Quem está certo e quem está errado? Num mundo em que já se perenizou a “Lei de Gerson”, estão certos aqueles que estão errados, e errados aqueles que estão certos.

Oxalá o futuro presidente Rafael – em vindo mesmo a ser ele – em que pese sua pouca idade e também pouca experiência, tenha o escopo da independência, e o apoio de todos os seus pares, vencedores e vencidos, e não venha a se transformar num marionete daqueles que agora o guindam a tão importante cargo na hierarquia municipal.

Que o bom Deus continue protegendo o povo de Peruíbe, não obstante a luta que se trava nas hostes do mal por aqueles que já veem desde muito tempo de venderem as suas almas para o capeta.

Washington Luiz de Paula

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