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Dr. Rubens pede exoneração da Saúde. “Abacaxi” fica sem descascar

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Depois de ter passado alguns meses à frente da Saúde, oportunidade em que realizou o grande sonho de sua vida desde quando o então prefeito Gilson Bargieri o exonerou por abandono de seu posto de trabalho, que era assim uma espécie de “vingança”, ou quem sabe uma tentativa de provar, senão para a população, ao menos para si mesmo, de que é possível fazer alguma coisa por este departamento tão nevrálgico (sem redundância) da administração pública municipal, o vereador Rubens Rodrigues Gomes Jr (Dr. Rubens), pede exoneração do cargo.

Não se sabe bem se ele sai com aquele sentimento do “dever cumprido”, mas o fato é que há mais mistério dentro dos corredores lacrados pela Vigilância Sanitária Estadual do Hospital Municipal e quiçá da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do que pode supor toda e qualquer manifestação contra ou a favor deste ou de qualquer governo passado.

Em que pese a Saúde seja um poço sem fundo, cujo ralo vive escancarado e com uma boca enorme para onde todo e quanto recurso se destinarem ainda pouco ou nada faz para satisfazer a sanha doentia coletiva, que em muitos casos deixa evidente não ser mais do que a manifestação do ego das pessoas ao se sentir bem em estar doente, o fato é que, administração vai, administração está, administração vem, e o caos será sempre o mesmo. Têm dúvida? Perguntem para todos quantos passaram pela direção da Secretaria: Dr. Alberto Sanches Gomes, Dr. César Kabbach Prigenzi, Dr. Jaime Uehara, Dr. José Rubens Nogueira de Souza, Dra. Julieta Fujinami Omuro, Nelsinho do Posto e, agora, Dr. Rubens Rodrigues Gomes Júnior, dentre outros.

A fogueira da vaidade que impele o sujeito a assumir posto de tamanha envergadura e responsabilidade, aquecendo também o ego pela linha a mais no currículo, é a mesma fogueira que queima e deixa sequelas e traumas dos quais se é difícil se recuperar depois, principalmente quando se têm interesses e vontades políticas adjacentes. Em resumo, todos os que passaram pela secretaria de Saúde foram severamente fritados, e chamuscados permanecem e permanecerão para sempre! E, neste particular, o único que ascendeu politicamente depois de ter passado pelo “corredor polonês” da Saúde, foi mesmo Dr. Alberto Sanches Gomes, que viria a se eleger prefeito depois de ter sido diretor de Saúde do então prefeito Mário Omuro. Querem saber o milagre? O santo eu já contei; o milagre perguntem pra ele…

Evidente que falta boa vontade e falta competência e falta seriedade e, para não dizer mais, até mesmo honestidade do gestor público, seja para ser parcimonioso no trato do dinheiro que o povo pagou a título de imposto, seja para capitular, deixando claro, senão sua incompetência, ao menos a publicação de que não se tem dinheiro, ou tudo que se poderia destinar à Saúde foi destinado, e mais ou nada se pode fazer pela Saúde, e pronto!

O modelo que maquia a verdade e não a faz chegar até onde o povo está, deixa margem a que este mesmo povo entenda que há ou houve dinheiro, mas que, por que não aplicado na Saúde a ponto de atender toda expectativa tal e qual como se vê nos filmes na televisão ou no cinema, foi muito certamente surrupiado. Dai a razão de se ver com frequência nas manifestações contrárias à administração pública cartazes com inscrições como “Onde está o dinheiro da saúde”, e por ai afora.

A demagogia, portanto, tem um preço a ser pago: o de se despedir de uma gestão à frente de uma secretaria, ou mesmo da prefeitura, como ladrão (ou ladra).

Mas o abacaxi está ai. Quem tomará coragem para tentar descasca-lo se a faca é cega e enferrujada? Quem assumirá tal posto onde a autonomia não excede o gordo salário de secretário municipal a ponto de depender do aval até de quem não faz mais parte oficialmente do governo para comprar até mesmo um chumaço de algodão? Quem enfrentará com coragem suficiente para denunciar o corporativismo de médicos mal-acostumados a fazerem plantões em número de horas bem mais que as horas que o relógio marca? Quem colocará freio no também corporativismo de funcionários públicos que vêm de anos também carregados de vícios de comportamento que atravancam e impedem o bom funcionamento da Saúde?

Dizer que Dr. Rubens não cumpriu o seu papel, até mesmo como médico de longa ficha de excelentes serviços prestados à municipalidade não concorreria com a verdade. O que não se sabe, e quero crer que continue obscuro, é se ele sabia, afinal, de antemão, que não conseguiria ser o super-homem capaz do feito de dar termo a todos os problemas da saúde pública em Peruíbe, a ponto de ter 100% de aprovação popular em sua gestão. Se ele sabia disso, eu digo que ele assumiu o cargo com evidente má-fé, e usou do cargo para dar um tapão de luva de pelica nos seus algozes do passado, mormente o ex-prefeito Gilson Bargieri. Se não sabia, entretanto, eu tenho a dizer que sua investida foi quixotesca: investiu ele montado num imaginário Rocinante contra os moinhos de vento da saúde peruibense, talvez só não logrando maior êxito por ter se esquecido de convidar Paulo Henrique Siqueira – o Paulão, para ser seu Sancho Pança.

A grande questão a ser ponderada é que a Saúde pública foi, é e sempre será o grande cabo eleitoral de gente que se diz bem-intencionada, mas que segue célere para adentrar pela porta escancarada do inferno que é para onde devem ir os mentirosos. Ana Preto ganhou a eleição de Milena Bargieri no apagar das luzes da campanha eleitoral com os holofotes do Fantástico da Rede Globo sobre os evidentes desvios que eram cometidos à época na Saúde em Peruíbe. E Milena Bargieri (ou seu pai, Gilson Bargieri) ganha a eleição de 2016 por antecipação, agora e já – e sem precisar dos holofotes da grande imprensa, pelos descasos e desvios também mais que evidentes e seguidamente denunciados, sejam por vereadores ou seja pela população que já se levanta, ainda que timidamente, contra o descalabro vigente.

O que o povo não sabe – e o que nenhum desses politiqueiros tem interesse em escancarar para o povo – é que morre gente todo dia dentro de hospitais como Albert Einstein, Beneficência Portuguesa, Hospital das Clínicas, Incor, Dante Pazzanezzi, e até mesmo no mais famoso centro de cardiologia de mundo em Cleveland, nos Estados Unidos.

O que o povo não sabe – e o que nenhum desses politiqueiros tem interesse em escancarar para o povo – é que os clientes dos melhores planos de saúde, como Amil, Golden Cross, Prevent Senior, Unimed, Intermédica, Qualicorp, ou qualquer outro, alguns pagando pequenas fortunas mensais, sofrem também para marcar consultas e exames, ou para serem atendidos em hospitais, tendo que alguns até mesmo recorrerem à Justiça para poderem ver seus direitos supridos.

O povo não sabe. Mas a mim me parece que também não quer saber. É claro que o momento de dor da perda de ente querido, ou de se ver numa situação em que um atendimento adequado e rápido faz a diferença entre a vida e a morte tem que merecer relevo e atenção de todo agente público. Mas não para fazer demagogia, para usar da desgraça do povo para se promover – ou para se locupletar.

E para onde vamos, afinal? Para lugar nenhum. Tudo continuará do mesmo jeito e na mesma situação. Seja quem for que assuma a Saúde, tudo continuará como dantes no quartel de Abrantes. Isso porque tanto o povo como um todo, como a classe política que o representa, será incapaz de se unir um pleito comum que é de, senão resgatar, ao menos minorar o estado de sucumbência em que se encontra a Saúde em Peruíbe.

Querem um exemplo? Eu lhes dou, e termino aqui esta minha desiquilibrada prédica: convidemos todos os vereadores a que destinem um mês de seu salário para a Saúde. Um mês só. Terá sido algo em torno de R$ 75.000,00 que, imagino, já daria para mandar consertar o aparelho de Raios-X e até para comprar alguns insumos como papel higiênico, sabonete, algodão, gaze, agulhas etc.

Quem será o primeiro?

Washington Luiz de Paula

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