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Do discurso à prática – que distância é esta?

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No auge da guerra fria, ali pelos anos 70, 80 do século passado, quando União Soviética e Estados Unidos ameaçavam aniquilar a humanidade pelo apertar de um botão, a grande discussão que se fazia entre os velados amantes do comunismo e os ardorosos defensores da democracia dizia respeito aos benefícios que um e outro acreditava que estes sistemas de governo trariam para dentro de suas casas – e também aos malefícios.

Há uma historieta que me restou na lembrança desta época de medo e suspense general: Dois agricultores morando em países diferentes, porém vizinhos, separados pela imaginária linha da fronteira entre um país e outro – um comunista e outro democrático – conversavam amparados pela cerca que dividia suas propriedades, seus países, seus regimes e suas crenças.

Dizia o comunista tentando convencer seu vizinho do por que seu regime era o melhor e a também a salvação da humanidade:

– Comunismo é tudo de bom. No comunismo a gente divide tudo o que tem com o outro que não tem. Por exemplo, se você tem duas vacas e eu nenhuma, você me dá uma, e fica com uma; se você tem duas casas e eu nenhuma, você fica com uma, e eu nenhuma…

E ele seguiu tecendo um rol de exemplos de ajuda mútua, mal sabendo que, enquanto tentava convencer seu vizinho democrático, este estava mesmo era de olho no imenso galinheiro que seu vizinho comunista possuía, já que considerado o maior criados de galinhas da região.

Em dado momento este se vira para o prosélito comunista e pergunta:

– E galinha? A gente divide as galinhas também?

– Galinha, não! Galinha eu tenho – respondeu rápido o outro que logo encerrou a conversa e se foi para o seu mundo particular. Ele e seu discurso eivado de hipocrisia.

Não é minha intenção chamar os petistas de Peruíbe, e quiçá do Brasil, para o duelo do braço ou das armas, já que das palavras e dos argumentos eles ou fogem ou se investem em impropérios, ameaças, desvios do assunto, ofensas gratuitas e discursos vazios que colocam em dúvida todo aquele que consegue enxergar o Brasil real que a escolástica petista insiste em incutir nas mentes de seus soldados como sendo campanha sórdida da burguesia, da imprensa reacionária de direita, ou dos que eles agora convencionaram chamar de “coxinhas”. Até porque é de meu dever respeitar as divergências de opiniões e de conceitos, por entender que a democracia se alimenta exatamente desta pluralidade de ideias que, ainda que divergentes em sua nascente acabem por convergir, no desaguar das águas no mar das coisas concretas e existentes, para o bem de todos.

Mas parece que não é bem isso ou assim que entendem os petistas. Como sempre temo a generalização, foco minha prédica para o alto clero do Partido dos Trabalhadores de Peruíbe – de ontem e de hoje – e lanço aqui uma pergunta que tem o condão de desafio: Alguém conhece um petista em Peruíbe que não seja burguês (ainda que pequeno burguês) no sentido de que faz parte da propalada inimiga do proletariado que é a classe média (ainda que classe média baixa)? Eu não conheço! Mas, se conhecerem, que me apresentem.

Todos estes que bradam agora nas redes sociais – na verdade temem – a visível derrota de sua companheira Dilma Rousseff nas urnas em outubro próximo (até porque se não temessem não estariam tão preocupados com a ascensão de Marina Silva, ou com o “desastre” de perderem a eleição no segundo turno para Aécio Neves, ou para o PSDB), todos estes vivem muitíssimo bem em Peruíbe, obrigado. Há quem more em bairro nobre ou no centro da cidade; há quem tenha sua casa com muros altos todo adornado de pedras caríssimas, pedras estas mandadas colocar tão logo promoveu o acinte público e popular de manar granitar todo o chão da repartição pública que dirigia; há dono de restaurante famoso bem à porta da Jureia, e no caminho da mais bucólica praia de Peruíbe, há funcionário público de carreira que ganha o suficiente para se gabar oferecer churrasco regulares para os amigos; há aposentado pelo maior dos símbolos do capitalismo que é sistema bancário e financeiro; e há profissionais liberais também. Todos, porque estão bem acima da linha de pobreza e de miséria que o petismo teima que tenha acabado com R$ 120,00 mensais, todos estes nós podemos reputar fazerem parte da classe média peruibense, e, para os padrões de níveis de vida de Peruíbe, são de fato burgueses. São gente de bem, é verdade; alguns até amigos e irmãos, mas que são burgueses isso eles são!

Não adianta me chamarem de preconceituoso. Eu não sou contra pobre. E só não digo que sou pobre porque o meu bom Deus tem me agraciado com a exata medida daquilo que preciso para viver – e não preciso de mais! Eu apenas sou visceralmente contra este paternalismo perene do qual uma imensidão de famílias Brasil afora está agora irremediavelmente dependente. É o tal vício do qual falava Luiz Gonzaga em sua música lembrando que “uma esmola a um homem que é são, ou lhe mata de vergonha, ou vicia o cidadão”. E bem pior que isso é saber que muita gente que tem carro próprio, que tem casa própria, que trabalha regularmente (embora não queira ter a carteira assinada para não perder o “benefício”), que tem celular moderno, televisão de 50 polegadas em casa, que continua sendo assistido pelo governo… ops, pelo governo? Não! Por nós!

É ledo o engano de quem acredita que esse paternalismo provém de dinheiro público. Não! Não existe dinheiro público. Existe o SEU dinheiro. Existe o MEU dinheiro. Vamos lembrar aqui a grande estadista inglesa, Margareth Thatcher:

Nunca esqueçamos esta verdade fundamental: o Estado não tem fonte de dinheiro senão o dinheiro que as pessoas ganham por si mesmas e para si mesmas. Se o Estado quer gastar mais dinheiro, somente poderá fazê-lo emprestando de sua poupança ou aumentando seus impostos. Não é correto pensar que alguém pagará. Esse “alguém” é “você”. Não há “dinheiro público”, há apenas “dinheiro dos contribuintes”.

Pois bem. No meu tempo – e eu não sou tão velho assim – eu ia para a escola com caderno e livros que meu pai, mesmo sendo funcionário público que ganhava menos de dois salários mínimos por mês, comprava para mim e para meus cinco irmãos. O uniforme era minha mãe, que era costureira e ajudava com isso no orçamento familiar, quem fazia. A merenda eu levava de casa – geralmente pão com ovo – e não nos esquecíamos da fruta para a professora. Se você precisava de um atendimento de urgência no pronto socorro, você era atendido; mas se você precisava de atendimento médico, você tinha que provar que era contribuinte do INPS, mostrando sua carteira assinada para a atendente do hospital. E assim gerações e gerações se passaram e fizeram o Brasil que nós temos hoje, sem que qualquer de nós morresse por falta de merenda escolar gratuita, de uniforme gratuito, ou de qualquer outra benesse a que nossos jovens hoje têm acesso, mas que não sabem aproveitar, muitos deles se mostrando ingratos, fazendo pouco caso do que hoje ganham “no mole”.

Quem não vê isso? Quem não sabe disso? Ora, somente quem não quer ver, ou quem não quer acreditar nisso.

Logo, falar é muito fácil. Eu poderia falar por horas e dias e não demoraria a trazer uma multidão de seguidores para minhas ideias tidas como conservadoras e preconceituosas por esta esquerda burguesa que a gente vê por ai. Assim, você chegar a sua casa, ligar o computador tecnologicamente equipado e atualizado para ler os e-mails, pegar uma dose do melhor uísque 12 anos, acender um cigarrinho de maconha pra relaxar, ir para o deck da piscina, acender a churrasqueira e dizer que vida está boa é também muito fácil. Difícil mesmo é compartilhar todas essas benesses que o capitalismo lhe ofereceu com a classe menos favorecida, com a classe proletária.

No mesmo diapasão que todos aqueles que traíram os princípios éticos programáticos do Partido dos Trabalhadores em momento algum daqueles quando pilhava o dinheiro que deveria ter por destino a Saúde, a Educação, a Segurança Pública, os Transportes, em momento algum pensaram por um minuto em quem seguia morrendo nas filas dos hospitais públicos por falta de atendimento médico, de remédio, de insumos, todos estes inflamados petistas de Peruíbe não estão nem um pouco preocupados com o povo. A preocupação deles todos está um pouco mais acima: com o poder. E, para atingir o poder, vale tudo, até mesmo acreditar que eu teria mesmo que acreditar naquilo que eles acreditam ser a única verdade universal – a deles.

O mestre JC lembrou bem: “onde está o tesouro do homem, ai está o seu coração”. E eu uso estas palavras, com o respeito que devo a Ele, para fazer esta analogia: É mais fácil o Morro do Itatins vir abaixo do que qualquer um destes petistas burgueses de Peruíbe vender tudo o que têm para distribuir aos pobres, como fez Santo Agostinho de Hipona que se desfez de todos seus bens (ele era de família rica!) para viver entre os pobres e miseráveis; ou como fez muito mais próximo de nós, Eduardo Bastos, o saudoso mestre que, mesmo sendo PhD em Sociologia pela Universidade de Coimbra (Portugal), tendo como esposa D. Zilah (também de saudosa memória), psicopedagoga especializada em excepcionais, decidiram ambos fazer voto de pobreza e ir morar numa casa de Madeirit lá na antiga Rua 27 do Caraguava. Eles e seus pequerruchos, dentre os quais destaco a hoje jornalista Maria Raquel Ferreira Bastos.

O dia que um deles – apenas um! – fizer isto, e se o fizer ainda antes das eleições, eu mudo meu voto, e serei Dilma. Até lá, voto Marina. Seja ela a déspota que venha a ser amanhã como insistem os seus algozes de hoje que ela será caso eleita, no que não creio.

O difícil para as bases petistas no Brasil todo é assimilar, digerir, que o PT vai precisar dessa derrota para poder sobreviver. Só com a derrota poderá retomar o rumo original para voltar a ser o que era em seu nascedouro. E voltando às suas origens, quem sabe não faça retornar às suas fileiras homens a mulheres dignos que, incomodados com a desfaçatez, saíram ou foram convidados a sair, como a própria Marina Silva, Luciana Genro, Luiza Erundina e Heloisa Helena, para citar apenas quatro, casualmente mulheres.

Tudo o que passar disso é bravata. É hipocrisia. É burrice. É sandice.

Termino lembrando a todos estes indignados petistas burgueses que hoje tanto atacam Marina Silva e Aécio Neves, a que se preparem para o bastante provável segundo turno com Dilma Rousseff. Vocês verão que, em pouquíssimos dias Marina Silva mudará de diaba em santa, ou Aécio Neves de capeta em salvador, com o PT vindo a precisar do apoio de Aécio ou de Marina para o segundo turno. E vocês todos, que gozam pelas ventas quando sofrem uma lavagem cerebral, terão que venerar Marina Silva ou Aécio Neves. E Dilma Rousseff lhes terá que abrir concessões, sem as quais não terá apoio, e nem governará.

Com tudo isso, o que é que vocês vão dizer lá em casa depois? Bem mais prudente é que se calem agora. E quando forem acender a churrasqueira novamente, não se esqueçam de me convidar. Eu também filho de Deus. Eu também sou povo. Se me convidarem, prometo que entro com a linguiça.

Washington Luiz de Paula

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