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Caso Intersul (Parte II) – O milagre intersuliano

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O milagre está um pouco mais acima…
Dando sequência a este tema que, como sabem os mandatários municipais em Peruíbe, não demora a cair no esquecimento coletivo (sem trocadilho com o próprio caso em tela), é preciso, em nome da verdade e dos bons costumes que teimamos em tentar fazer contrapor com as mazelas e vicissitudes encetadas pelos políticos, alhures e algures, quero aqui que você, meu caro leitor, pense um pouco comigo, e se veja do lado da empresa Intersul.

O belo e isento trabalho jornalístico de Solange Freitas, da TV Tribuna (assista aqui), procura mostrar os dois lados dessa moeda rota e gasta pelo tempo. Tudo que se pode ver e ouvir dessa reportagem não são mais do que tudo aquilo que se pode ver e ouvir do que aconteceu no passado. Desta sorte, ver e ouvir André Isaias Santana, hoje secretário de Planejamento da prefeitura, recém-saído da chefia de Gabinete da prefeita Ana Preto, é exatamente igual que ver e ouvir o Ferreirinha (chefe de Gabinete da ex-prefeita Milena) falando em defesa dos interesses da administração que lhe pagava seu salário. Só muda o timbre da voz.

Ambos, porém, não convenceram. O lero-lero de Ferreirinha anos atrás não se contrapõe à lengalenga de André Santana hoje. E, por curioso, é preciso anotar que, se André Santana não acreditava em uma só palavra que Ferreirinha dizia para defender sua prefeita, hoje Ferreirinha também não dá uma vírgula de crédito ao que André Santana diz. E isto – repito – embora ambos tenham dito ou digam a mesma coisa, cada um no seu tempo.

Falando francamente, tenho asco disso tudo. Quando se vive num tempo em que uma “mentira” contada por um empresário, que se diz logrado por um político, tem muito mais crédito que uma “verdade” contada por um político que diz que, de fato, é o empresário quem mente, fica ilustrada a razão de meu nojo.

Mas aqui, no presente caso, resta evidente que o advogado da Intersul não mente. Não teria por que mentir, até porque esse é o tipo de mentira que, quando posta à mesa do juiz, seria prontamente desmascarada.

Ivan Lima, advogado da Intersul, rebate com veemência todas as acusações da administração pública municipal de Peruíbe que teriam dado motivo à rescisão contratual da prefeitura com a Intersul, a começar pelas notificações que o representante da prefeita Ana Preto diz terem sido enviadas para a empresa cobrando cumprimento das cláusulas contratuais. E é enfático: “são notificações mentirosas, fabricadas”, para seguir dizendo que “nunca a Intersul recebeu notificação alguma”.

O representante jurídico da Intersul alega que “não existe fundamento legal para rescindir o contrato”, e promete: “a empresa vai lutar com unhas e dentes para que a senhora prefeita cumpra a parte dela”. E que seria esse tal “parte dela” que Ana Preto deixou ou teria deixado de cumprir?

A parte dela – da prefeita – é a parte que mais interessa nesse pleito todo: a grana! Sem grana nada vira; sem grana, nada funciona. Todo mundo sabe disso – e Ana Preto sabe disso também muito bem. Imaginem, por exemplo, não pagar a conta do celular ou da internet… adeus Facebook e seus joguinhos lindos e maravilhosos!

Mas, de que “grana” fala esse advogado da Intersul, afinal? E ele mesmo responde: “Fechamos um acordo com a prefeitura. Apresentamos plano de transporte para melhoria dos serviços. A prefeitura nunca respondeu”. Bem pior que isso, é que a parte da prefeitura no tal acordo, que seria de repassar verbas da passagem subsidiada representada pela diferença dos R$ 2,80 reais para os R$ 1,70 maquiados que o povo paga, achando que a diferença é a prefeita quem paga, do bolso dela, segundo Ivan Lima afirmou à reportagem da TV Tribuna, “não é feita há três meses pelo menos”.

Acresce-se a isto o famoso caso das vans, ou “transporte alternativo”, que até pouco tempo era chamado de “clandestino”. Para Ivan Lima, “no momento que as vans levam os passageiros pagantes, a empresa sofre muito, porque ela leva o passageiro que paga passagem, o qual, em última análise, sustenta a empresa”. Segundo ele, “sempre pedimos à prefeitura que ela coibisse esse tipo de transporte”.  Por seu turno, André Santana, falando em nome da prefeita que nunca se preocupou em mover uma palha pela esperada regularização desse tipo de transporte, justamente para não ferir seu acordo com a Intersul, justifica (ou tenta justificar), dizendo que “esse tipo de serviço acaba beneficiando a população, porque vai atrás de onde a empresa estava deixando de cumprir suas obrigações”.

As informações acima não são contestadas pela prefeitura. Com relação ao repasse, eles tentam justificar que o repasse não foi feito porque a empresa não vinha cumprindo com suas obrigações; e, no que diz respeito às vans, André promete o que não pode ou não vai cumprir, seja com a Intersul ou com qualquer outra empresa: “A prefeitura faz a fiscalização para que esse tipo de serviço não continue na cidade”.

Parece um jogo de empurra-empurra, mas não é. E explico, ou tento explicar.

Como já disse no editorial “Caso Intersul (Parte I) – O milagre pretoriano”, tudo me leva a crer que a Intersul, que vinha sendo parceira da administração desde o período de campanha, caiu no logro do artista e arteiro deste governo, o que, se conferido e achado como fato, é muito mais que um logro: é uma sacanagem das mais vis.

Não tenho procuração para defender a Intersul, não conheço seus proprietários, nem seu advogado. Mas eu fico imaginando que o que fizeram com ela, é exatamente o que foi feito, respeitadas as proporções inclusive de numerário, comigo, com duas centenas de candidatos a vereadores que ainda aguardam o cumprimento das promessas e pagamentos de dinheiro devido desde a campanha, e com muitos outros correligionários que acreditaram no nome de Ana Preto porque carrega ela o nome do senhor seu pai, verdadeiramente um homem honrado – e de palavra!

Realiza ai você que me lê agora: Eu lhe digo que vou lhe dar R$ 100 para você ir comprar uma pizza. Eu não lhe dou o dinheiro que prometi, e você não vai comprar a pizza porque não tem o dinheiro para compra-la. Mas eu não lhe dou não porque não queira, é porque eu também não tenho. Prometi uma coisa que não poderia cumprir. Eu não tenho os R$ 100! Mas, para tentar me justificar para os convidados que estão esperando pela pizza, eu digo que você é um relapso, um desonesto, que não cumpriu sua parte do acordo comigo de ir buscar a pizza! Você ficaria quieto? Se ficar é porque é uma banana! Tem que ir pra cima mesmo! E nisso eu estou com a Intersul de olhos fechados. Agora, se eu lhe tivesse dado os R$ 100, e você tivesse saído e não tivesse voltado com a pizza, eu teria tido então razão para vilipendia-lo o quanto fosse possível.

Sendo assim, o tal milagre pretoriano que eu anunciei em meu último editorial só seria possível mesmo se contasse com a complacência da Intersul que, ao que tudo indica, está disposta a ir até as últimas consequências para não deixar este assunto barato, mas que não tinha mesmo qualquer condição de cumprir qualquer parte do acordo feito com a prefeitura, sem dinheiro – e olha que não era dinheiro adiantado: era apenas o pagamento do subsídio (a diferença das passagens de R$ 2,80 para R$ 1,70) de passageiros que já haviam passado pela catraca! Em outras palavras eles compraram a pizza mesmo não tendo recebido o dinheiro para isso. Mas, exigir a pizza e o refrigerante seria demais!

Se para a prefeita Ana Preto realizar ou tentar realizar o seu milagre particular não é assim tão difícil em função do peso de sua caneta de alcaidessa, para a empresa Intersul, como soe acontecer com todas as empresas neste Brasil sinônimo de imensa carga tributária e responsabilidades trabalhistas, o milagre a ser realizado é muito mais complexo.

O “Goebbels” de Ana Preto pode fazer comigo o que fez. Pode fazer com as duas centenas de candidatos e com a quase milhar de correligionários também, o que fez, faz e continuará fazendo (e muitos ainda acreditando que suas mentiras são verdades e suas falsas promessas são realizáveis). Agora, fazer com uma empresa que tinha sobre suas costas o peso de uma centena de famílias e que, bem ou mal, vinha carregando gente para lá e para cá que as vans não carregam, como, por exemplo, idosos, estudantes e até funcionários públicos que contam com a gratuidade das passagens; e que acreditou que seria possível colaborar com a maquiagem de uma passagem que viria a se tornar a mais barata do Brasil, mas que não viu a cor desse dinheiro prometido, seja porque a prefeitura não quis pagar, ou porque não tem mesmo esse dinheiro, embora não dando o braço a torcer de confessar estar com os cofres zerados; fazer tudo isso com uma antiga parceira, é traição sórdida.

O que será que Ana Preto, Paulo Henrique Siqueira e André Isaías Santana esperavam? Um milagre que a Intersul realizasse? Para este triunvirato sob cujas rédeas estão 60.000 pobres e desassistidos “peruibanos”, sugiro uma releitura de “O Todo Poderoso”, parando naquele instante supremo do diálogo de Deus com o Homem: “Você quer um milagre, filho? Seja o milagre!”, e meditem no arrazoado do Tempo de Mário Quintana: “Quando se vê, já são seis horas! Quando de vê, já é sexta-feira! Quando se vê, já é Natal… Quando se vê, já terminou o ano… Quando se vê perdemos o amor da nossa vida. Quando se vê passaram 50 anos! Agora é tarde demais para ser reprovado…”

Quando vocês três perceberem terá passado quatro anos. Um e meio já foi; e 2016 não tarda a chegar. Até lá, não façam com ninguém ou com alguém o que não querem que façam com vocês. E, sobretudo, não repitam mais hoje aquilo que vocês tanto censuraram ontem.

Termino essa minha quase homilia repetindo (novamente) dois dos versos de “Il Cinque Maggio”, de Alessandro Manzoni: “Fu vera gloria? Ai posteri l’ardua sentenza”.

Washington Luiz de Paula

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