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O Rubicão do Paulão: ele passa ou não passa?

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Alea Jacta Est. A sorte de Peruíbe está lançada desde 1º de janeiro do ano passado. Portanto, não adianta outra coisa que torcer pela coisa dar certo, como certo haverá de dar pelo menos como prognóstico do que está encerrado a cadeado no coração e na mente do emblemático Paulo Henrique Siqueira, o todo-poderoso secretário de Planejamento da Prefeitura Municipal de Peruíbe.

Eu admiro a coragem e o denodo de Paulão. E vou me antecipando aqui para dizer para vocês, meus diletos leitores, que eu não duvido uma só vírgula que Paulo Henrique Siqueira vai vencer, não obstante todos os reveses que seus algozes lhe põem em meio à sua caminhada. Sim! Terá sido Paulo Henrique Siqueira a vencer – não o governo; e não a cidade! Ou será que, depois de ter dado certo tudo quanto está nos planos desse nosso Don Quixote, haverá alguém que também queira compartilhar consigo dos louros do pódio? Não duvido. Conhecendo Peruíbe e essa desavergonhada casta política que se sustenta do suado dinheiro de seu povo, não duvido também nem um pouco que, depois, tendo dado tudo certo conforme o script pauliniano, todos haverão de querer abraçar a causa que até aqui tanto vilipendiam, e até torcem para não dar certo, simplesmente porque não querem estes que seja ele, Paulão, a vir a ser considerado o mentor e o autor da façanha de atravessar rio tão caudaloso como este Rubicão tupiniquim.

Aliás, é vergonhoso saber que tem tanta gente que se acerca de seu trono para reivindicar um lugar à mesa do primeiro ministro, mas que não perde oportunidade de, assim que vira as costas, descer a pua naquele que trabalha, não para o seu próprio bem, mas para o bem comum, o bem de todos.

Existem dois grupos distintos destes algozes. Os declarados e os velados. Ambos sofrem da inveja e da obsessão por não estarem no poder, ou por não fazerem parte dele. Incapazes de terem logrado o sucesso nas urnas, choram uma viuvez perene que dura a “eternidade” de quatro anos, até que tentem novamente o poder. Os primeiros, contudo, ainda têm o brio de mostrarem suas caras. Não temem represálias ou perseguições. Têm as suas opiniões que, ainda que não concordes com as opiniões daquele que governa, são válidas porquanto a crítica sempre é válida – e sempre necessária num processo democrático como o que vivemos. Já os segundos, aqueles que se escondem por detrás da máscara criminosa e assassina do anonimato eu diria que estariam subdivididos entre aqueles que são simplesmente covardes e aqueles que são anarquistas, vândalos, que têm o sórdido prazer de atacar por atacar, ainda que tenham uma mente suficientemente burra para sequer saber no quê atacam, e por quê atacam.

Graças a Deus ambos estes grupos são pequenos. E, graças a Deus ainda, ambos não tendem a crescer, ainda que usem as redes sociais para conclamar o povo em torno de seus ideais para lá de suspeitos.

A grande falha da administração municipal de Peruíbe talvez esteja em seu mecanismo de comunicação e de divulgação daquilo que vem sendo feito no dia-a-dia da prefeitura, nas obras, na saúde, na educação, na habitação, na cultura, no turismo, nos esportes. E talvez nisto resida o maior dos pecados que Paulão possa ter: o de não acreditar ele – e justamente ele que é publicitário e marqueteiro – que só a propaganda é capaz de vender qualquer coisa. Não! Eu não estou falando da propaganda maciça para o show do aniversário da cidade com a estrela Ivete Sangalo. Não! Eu estou dizendo é daquelas iniciativas pequenas tomadas pelo mais simples funcionário público que tem feito uma enorme diferença na vida do cidadão peruibense.

Por conseguinte, falha o planejamento da prefeitura em não acreditar nos seus próprios números ou nas suas próprias estatísticas. Ou alguém duvida que para cada pessoa que foi mal atendida no UPA existam pelo menos 10 que foram muito bem atendidas no mesmo UPA? Você duvida que para cada pessoa que morreu no sistema de saúde do município por suposta falha médica ou falta de algum insumo ou ainda falta de se conseguir uma vaga nos hospitais da região, não tenham sido salvas cem, duzentas, por um atendimento médico-hospitalar e de urgência que está longe de ser o ideal, mas que está muito melhor do que sempre esteve?

Quem sabe dizer quanto do orçamento municipal vem sendo empregado na saúde pública, que eu tenho certeza ser bem mais que os 15% mínimos propostos pelas leis de responsabilidade fiscal?

Quem sabe com minúcias dizer da qualidade do ensino público municipal, do que vem sendo servido aos alunos na merenda escolar, e das condições dadas aos professores e demais funcionários da educação com os 25% do orçamento que obrigatoriamente devem custear a educação em Peruíbe?

E as obras? Quem sabe dos equipamentos que estão sendo construídos para dar mais qualidade de vida à nossa gente? Quem divulga os mutirões de limpeza que fazem um esforço descomunal para agradar a tantos mal-agradecidos que não têm a mínima paciência para compreender que o mato cresce assim que aquele que capina deixa a rua e a praça que acabou de capinar, e que precisa estar em outro lugar onde o mato já cresceu, mas que vai voltar logo para onde começou sua empreitada quase inglória contra o mato que cresce e nunca para de crescer?

Com tudo isso, ainda que esta falha seja – acredito – reconhecida até mesmo pelo grande visionário que é o dileto Paulo Henrique Siqueira, ainda assim eu tenho que reconhecer que Peruíbe vai contabilizar um assombro de progresso ao final dos quatro anos que o povo – o povo! – delegou ao atual governo comandado por Ana Preto.

O que tenho visto até aqui de uma campanha de “oposição” nas redes sociais, e, imagino, nas esquinas malditas da cidade, já vi, vivi e revivi no passado. O problema da “oposição” não é o governo, nem a cidade, nem a prefeita Ana Preto. O problema destes apóstolos do quanto pior melhor tem nome: Paulo Henrique Siqueira; e tem codinome: Paulão.

Sei que muita gente se enoja dos meus escritos justamente porque tudo que escrevo, escrevo baseado no que conheço e no que acredito. Estes chegaram ontem na cidade, e não passam de uns aventureiros. Eu não tomo por vitupério dizer que faço parte da história política de Peruíbe, porque eu a conheço! Então, se conformem. Dos 55 anos de nossa cidade, eu respiro 46. E só dou ouvidos aos argumentos de quem conheça o município tão bem – ou quem sabe melhor – do que eu o conheço.

No governo de Mário Omuro (1989-1992), o “Paulão” da vez era o troglodita Itamar Baptista Campos e o “Rasputin” Plínio Pinto Teixeira, advogado e hoje desembargador no Tocantins. Todo mundo achava que se o prefeito Mário Omuro mandasse embora um e outro, Peruíbe mudaria mesmo. Para melhor.

No governo de Alberto Sanches Gomes (1997-2000), o “Paulão” era o indolente Eduardo Monteiro Ribas. Lembro que até eu cheguei a sugerir para o prefeito Dr. Alberto que o mandasse embora para ver se os que atacavam o seu governo se acalmavam. Dr. Alberto fez ouvidos moucos às sugestões das ruas.

Gilson Bargieri, que governou a cidade de 2001 a 2004 tinha uma coleção de “Paulões”. Dulciro Roberto Modesto, Carlos Bex, Tamada e Saga, sofriam a malhação das vozes roucas das vielas da cidade, vozes essas que Gilson sequer parou para ouvir. Os esportistas da cidade chegaram a fazer um movimento pela derrocada do então secretário de esportes, Carlos Bex (o Carlinhos Batatinha, esse mesmo que serve hoje no Gabinete da prefeita Ana Preto). Conta-se que Gilson reuniu os manifestantes no Gabinete e mandou chamar Bex para enfrenta-los, e, na frente de todo mundo disse: “Esse sujeito aqui amassou lama comigo na campanha; vocês querem, mas eu não quero manda-lo embora”. E não mandou.

José Roberto Preto (2005-2007) tinha também o seu “Paulão”. E este era José Carlos Rúbia de Barros, o Carlinhos, que, mesmo tendo sido vereador, presidente da câmara, vice-prefeito, seu grande sonho era ser prefeito – e acabou sendo mesmo prefeito, ainda que só por decreto. Ah, quantos não se morderam, não conseguiam dormir, e acabaram morrendo de ódio e inveja dele. Lembram?

Dra. Julieta Omuro (2008) também teve seus “Paulões”. O primeiro foi o linha-dura do funcionalismo público, cuja escola era a do “professor” Sodré, Odair Neves do Prado, nomeado seu chefe de gabinete. O segundo foi aquele que a deixou com o pires na mão.

Milena Bargieri (2009-2012) amargou ter que engolir um “Paulão” do tamanho da autoridade de seu próprio pai, Gilson Bargieri, que talvez tenha sido o único dos “Paulões” até aqui que, vitimado por uma odiosa campanha da “oposição”, acabou caindo mesmo, embora tivesse continuado mandando no governo da filha – que era o que interessava, convenhamos.

Chegamos aos dias atuais. Ana Preto tem em Paulo Henrique Siqueira o seu “Paulão”, este, porém original. Original e plenipotenciário. E, não obstante todo o poder que tenha em mãos, ele é o único de todos os “Paulões” dos que passaram por Peruíbe que tem um norte, que tem uma visão, que tem uma missão, e que está determinado a cumpri-la, não porque queira enriquecer a custa dos cofres públicos, não porque tenha sede do poder, não porque seja mesquinho em pensar somente em si, mas porque quer findar sua passagem pela administração pública e provar, para ele mesmo e para toda a população de Peruíbe, que é possível sim resgatar Peruíbe do limbo e torna-la numa cidade moderna e progressista.

Se conseguir este feito, Paulão terá mostrado a todos nós que ele mesmo deu o exemplo ao não estar preocupado em saber o que Peruíbe poderia fazer por ele e por suas meninas, mas em o quê ele mesmo poderia fazer por Peruíbe.

O menino que passou meses se tratando de uma depressão por ter sido lançado ao ostracismo justamente por aquele que ele mais ajudou, e que chegou a passar fome, a sentar numa mesa de bar e pedir que lhe pagassem um guaraná ou um pedaço de pizza, e que viu muita gente que o cerca hoje não lhe dar sequer uma carona em meio ao sol escaldante, poderá, afinal, repetir Júlio César para dizer, tão logo tenha atravessado o seu Rubicão, em 31 de dezembro de 2016: Veni, vidi, vici (Vim, vi e venci).

Eu creio nisso. Você não crê? Se não crê, aguarde. Para você, repito Alessandro Manzoni em “Il Cinque Maggio”: Ai posteri l’ardua sentenza.

Washington Luiz de Paula

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