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Home / EDITORIAIS / Editorial – A verdade sobre a Saúde em Peruíbe ontem e hoje (escrito por um puxa-saco de plantão)
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Editorial – A verdade sobre a Saúde em Peruíbe ontem e hoje (escrito por um puxa-saco de plantão)

Eu sou do tempo em que o tetra-prefeito de Peruíbe – se duvidarem ainda será penta – levava as chaves das ambulâncias no bolso da calça para sua casa.

Em 1968, quando meu irmão caçula William estava para nascer, e em Peruíbe não se tinha as mínimas condições para fazer o parto de minha mãe, necessitando que se buscasse socorro em Santos (e naquela época eu lhes garanto que Santos era “bem mais longe” do que é hoje), chegando a hora de minha mãe, meu pai se desesperou e foi à casa do prefeito pedir que ele liberasse a ambulância para leva-la a Santos. A resposta foi simplória: “Não posso. Nós mandamos fazer o motor da ambulância esses dias e, como o motor está ‘amaciando’, ela não pode correr muito, senão sofre o risco de fundir”.

Meu pai era o “Luiz Barbudo” que à época tomava uma garrafa de Tatuzinho, Pitu ou Riopedrense e não caia. E andava armado! Sempre com o velho Schmidt, 38, cano logo, cabo de madrepérola, na cinta. E era bravo. Mas nem isso intimidou o prefeito da época para quem o motor de um carro tinha mais valor que uma vida – no caso, duas vidas!

Socorrido por Jamil Paschoal, que tinha um barzinho no antigo Posto Três Coqueiros, de propriedade do “Metralha” Nelson Ribas e de seu irmão “Patinhas” Nélio Ribas, foram os três de pronto para Santos a bordo de um Aero Willys azul, 64: o próprio Jamil, dono do carro, meu pai e minha mãe que, por um pouco, não acaba parindo o William na estrada, na altura de Mongaguá.

Graças a Deus tudo correu bem, e estão quase todos por ai para conferir verdade a esta história: o ex-prefeito Benedito Marcondes Sodré, Nélio Ribas, Nelson Ribas, Jamil Paschoal (que viera a se tornar padrinho de meu irmão William, com muita justiça), minha mãe e meu irmão. Menos meu pai que se apressou a ir para o céu antes de todos eles e de todos nós.

Esta história retrata que a Saúde em Peruíbe, assim como em qualquer cidade provinciana de então – e mesmo de hoje, era tratada assim. Com descaso, com desdém. A vida humana nunca teve importância preponderante sobre as demais coisas e interesses dos governantes que, porque dele se esperava o mínimo de exemplo, acabou se disseminando mesmo entre o povo a cultura de que é bem mais importante gastar dinheiro numa festa, numa tatuagem ou em créditos para celulares do que no cuidado com a própria saúde.

Evidente que àquela época não tinham as redes sociais, a internet, e o que imperava era o medo de que a crítica fosse entendida como subversão da ordem o que, em tempos de ditadura militar, era meio caminho para a cadeia e para o pau-de-arara. E os mandatários de então até se prevaleciam disso, e deitavam e rolavam.

Hoje não é muito diferente. Da mesma sorte que eu tenho esta história de horripilante descaso de um governante para com duas vidas humanas, não posso me esquivar de crer que tem muita gente em Peruíbe que tem motivos de sobra para crer que Benedito Marcondes Sodré foi o melhor prefeito que Peruíbe já teve – inclusive para a saúde pública! Sim! Não posso crer que em suas quatro passagens pela prefeitura vidas não tenham sido salvas, bons médicos não tenham passado pelo hospital e pronto socorro, sofrimentos não tenham sido amenizados, e pessoas não tenham sido curadas em Peruíbe mesmo, não necessitando buscar auxílio fora da cidade. É claro que houve! Para estas pessoas e seus familiares, a verdade que lhes interessa é uma só: A Saúde estava ótima no tempo do Sodré!

Para mim – e para meus familiares – seria ignorância tomar o fato isolado (mesmo considerando o fator de risco) para dizer que o que tem que prevalecer é “minha” verdade, aquela construída naquele momento de angústia de meu pai em junho de 1968, para mandar Sodré queimar no inferno por toda a eternidade! Logo, vê-se que a “minha” verdade – embora sendo verdade – era e continua sendo relativa. E eu posso lhe dizer e afirmar, do alto de quem acompanhou todos os governos de Benedito Marcondes Sodré como prefeito, de que não existe verdade absoluta quando se fala em administrar esta área tão nevrálgica da administração pública como é a saúde.

Se pegarmos as três passagens como prefeito de Gheorghe Popescu, as quatro passagens de Sodré, e depois Mário Omuro, Alberto Sanches Gomes, Gilson Bargieri, José Roberto Preto, Milena Bargieri, e mesmo o mandato tampão de Julieta Omuro – e agora de Ana Preto, e fizermos uma enquete pela cidade, veremos que todos estes mandatários são odiados por alguns, mas também são amados por muitos. Quem eventualmente nunca precisou de qualquer serviço público na cidade, poderia até mesmo dizer que nenhum destes “nem cheira, nem fede”. Mas quem precisou, e encontrou contrapartida naquele seu momento de sofrimento e precisão, pode dizer que a verdade é que este (ou esta), aquele (ou aquela) é que foi, afinal, o melhor prefeito ou a melhor prefeita.

Logo a dedução lógica para esta equação do sentimento humano está no interesse que nos move a todos, mas não no modo coletivo como importaria ou deveria ser, mas no plano particular, no mais das vezes mesquinho, daquilo que nos interessa só a nós e a nossos parentes mais próximos. Os demais? Que se “explodam”!

Fico pasmo quando vejo notórios interesses políticos-eleitorais tentando mover opiniões para este ou para aquele lado, fazendo da saúde pública e de vidas humanas, cartas de um baralho marcado onde não se admite perder. Há gente que não quer ser honesta o bastante para confessar que já precisou passar por atendimento médico no hospital ou no pronto socorro e foi muito bem atendida. Seja neste ou no governo anterior. Nas críticas daqueles que conduzem as reclamações correntes nas redes sociais há interesses no mais das vezes inconfessáveis. E isto me aborrece bastante, porque – longe de mim a vaidade e a hipocrisia da falsa modéstia – eu estou bem acima da média em termos de pensar a política e as coisas que acontecem à minha volta – e sei não existir verdade absoluta naquilo que decantam aquelas que eu tenho chamado como “viúvas” do antigo governo que ainda não se acordaram viúvas, e ainda dormem no berço da maledicência, sem se perguntarem por um minuto que seja o que é que eles ou elas mesmo podem fazer para que nossa cidade cresça – e seu povo amadureça.

Eu é que não saio às ruas gritando, esperneando, clamando contra a PEC37, sem sequer saber que PEC quer dizer “Proposta de Emenda Constitucional”, ou para que haveria de servir a tal PEC37, como muita gente faz.

Chamam-me de puxa-saco porque ganho meu pão. Porque trabalho, ainda que meu trabalho não seja lá visto por muita gente com bons olhos. Mas, acreditem: eu não ganho para tapar o sol com a peneira, para encobrir verdades, para não cobrar soluções, para não expor o meu pensamento para a prefeita Ana Preta. Antes pelo contrário: fui contratado justamente porque falo o que tenho que falar – e aquilo que penso! Sem medo da verdade, ainda que ela pareça ser só a “minha” verdade. Mas isto não significa que deva ficar publicando aleatoriamente o que quero ou penso. Publicar ou não publicar é decisão de foro íntimo, e decisão pessoal minha.

Evidente que, consoante isso, eu também não poderia criticar o outro lado, ou aqueles que defendem a “outra” verdade, a verdade “deles”. Mas suponhamos que o fizesse. Não suspeitariam logo que Gilson Bargieri, para citar um exemplo dos da oposição ao atual governo, não estaria de algum modo me fomentando? Quem é mais honrado em seu trabalho? Este que ganha desse ou aquele que ganha daquele?

Tomemos por exemplo o veemente jornalista televisivo Cristen Charles que tem sido um dos que mais têm se indignado com a tal “situação caótica” em que se encontra a saúde hoje, como se ela nunca tivesse estado caótica antes, ou como se não houvesse uma só alma vivente na cidade hoje que não tivesse motivos para elogiar a saúde pública de Peruíbe.

O seu programa “Na Mira”, na TV Vale das Artes, segue a linha dos bem-sucedidos programas policialescos comandados por Jorge Luiz Datena (Brasil Urgente, na TV Bandeirantes) e Marcelo Rezende (Cidade Alerta, na TV Record). A pauta destes programas é sangue. É crítica. É pegar a coisa errada e “por na tela”. Ora, se resta evidente que tem muita coisa errada para se “por na tela” por ai – e também em Peruíbe, é justo e até necessário que estes programas existam e sejam apoiados por seus patrocinadores que – convenhamos – não têm interesse na exposição da verdade, senão no retorno que a publicidade irá lhes dar. Deste modo, seus protagonistas devem ser respeitados pelo que se empenham em buscar a verdade daquele exato momento em que a “verdade” é mais cruel e desumana.

Não há como se pensar no Datena – ou no Cristen Charles – recitando poesia ou lendo receita de macarronada em seus programas, da mesma forma que é inimaginável a Palmirinha pedindo para “por na tela” a notícia trágica de um acidente ou mesmo de um mau atendimento médico que resultou em morte em algum hospital alhures.

Mas da mesma forma como reivindicam eles o direito que têm de expor publicamente a verdade que eles pescam e caçam aqui e ali, ainda que ela seja somente relativa, têm eles o dever de respeitar o outro lado deste jardim, onde não existem apenas espinhos, mas existem flores – e belas flores! – também.

O “mal” da saúde em Peruíbe é endêmico e tem história. E eu conheço bem esta história que começou na disputa de dois médicos empresários de saúde privada que se misturaram no poder público, e dividiram a “herança” da saúde pública em duas partes distintas que se embatem até hoje. O nascedouro deste emblema foi durante o governo Mário Omuro (1989-1992), mas não foi culpa dele. Nem dele, nem de qualquer prefeito anterior ou posterior a ele.

Com o advento da terceirização da saúde pública, cujo promotor primeiro foi o ex-prefeito Gilson Bargieri, os dois médicos-empresários perderam força política e poder de mando sobre médicos e demais servidores da saúde. Foi uma tentativa de se erradicar o mal, mas, embora o dente tenha sido extraído, sua raiz ficou lá, sangrando e danificando a gengiva. E eu lhes digo que intenção de Gilson Bargieri até que foi boa, interessante, mas não logrou êxito completo.

Nem mesmo Dr. Alberto Sanches Gomes, que é cirurgião-dentista, médico também portanto, e que por isso teria a sensibilidade e o conhecimento, e de repente a fórmula para desentranhar esta meada peçonhenta – afinal, ele também fora secretário de saúde, nem ele, enquanto prefeito, logrou o êxito que certamente gostaria de ter logrado dando termo aos problemas da saúde em Peruíbe.

O fato é que médicos vieram, médicos foram, e pouquíssimos ficaram em Peruíbe. Os que ficaram foram porque conseguiram conciliar atendimento em Peruíbe e em cidades vizinhas, melhorando seus ganhos para um patamar mais digno, convenhamos. Mas dai para o pulo do gato de encontrar maneira para fazer quatro, cinco plantões de 24hs por semana, e em alguns casos em duas cidades ao mesmo tempo, auferindo-lhes status de onipresença, tudo para ganhar salários estratosféricos, só precisou mesmo do pulo. O gato já estava lá.

Ainda assim alguns médicos são amados por muita gente em Peruíbe. Desde Ricardo Izar que prefere ter seu consultório lá na zona rural que é onde se “encontra” junto ao seu sacerdócio de exercer a medicina preventiva e profilática, até Dr. César Kabbach Prigenzi e Dr. Jaime Uehara por cujas mãos passaram centenas – talvez milhares – de mulheres gestantes e crianças, passando pelo “médico do coração” Dr. Antonio Carlos Bianchi e sua coleção de velhinhos e velhinhas apaixonadas por ele, além de outros pelos quais o povo tem sincera e distinta consideração.

E como nem só de médicos é feita a saúde pública numa cidade, cada membro do corpo funcional da saúde, seja no hospital, nas unidades básicas de saúde ou mesmo no antigo pronto-socorro (hoje UPA) tem seu próprio fã-clube particular junto à população.

E por que isso se dá? Ora é simples a resposta: porque não são de casos fortuitos, desafortunadamente isolados que se deve construir o conceito deste ou daquele médico, deste ou daquele hospital, desta ou daquela administração pública.

Evidente que a perda de um ente por falta de médico, de remédio, de insumos, de ambulância, de vagas em UTI ou mesmo por negligência médica é sempre de se lamentar, e deve e merece ser apurado com o rigor da lei. Mas, da mesma sorte que os bandidos da favela são em bem menor número que as pessoas honestas e trabalhadoras que lá moram, os acertos da saúde pública em uma cidade também são muito mais expressivos. Graças a Deus!

Ora, se o motorista de um ônibus se envolve em um acidente matando todos os ocupantes do veículo, ele deve ser responsabilizado e a empresa deve ser igualmente punida com a compensação da indenização aos familiares das vítimas. Mas seria injusto demais ir até a casa do dono da empresa de ônibus para apedrejá-la e queimá-la.

Sendo assim, me recuso a crer que a culpa pelos fatos isolados que acontecem no UPA devam ser imputados à prefeita Ana Preto. Afinal, ela tem a chave do gabinete em sua bolsa, mas não tem as chaves das ambulâncias e do armário de remédios em seu poder. E duvido que ela, sendo mãe, mulher não esteja mesmo muito preocupada em tentar chegar a uma solução até mesmo para os casos isolados que acontecem – e que vão continuar acontecendo, infelizmente. Seja quem for o prefeito hoje ou amanhã.

Se você pegar o exemplo de cidades que têm hospitais modelo em algumas áreas da saúde pública, você verá que Barretos não tem um hospital referência em tratamento de câncer, e Sorocaba um centro de referência em tratamento oftalmológico apenas esperando que o orçamento do município desse conta disso. Há muito dinheiro nisso, e uma grande parte desse dinheiro vem da iniciativa privada, de empresários que fazem questão de arregaçar as mangas e fazer doações generosas para que estas obras não parem.

Você estaria disposto a doar R$ 10,00 por mês para a saúde pública em Peruíbe funcionar de vez? Vai aqui esta ideia: Vista a camisa de sua cidade, invista, faça alguma coisa, ajude para que você tenha por que reclamar depois. Com R$ 600.000,00 (60.000 habitantes multiplicados por R$ 10,00) a mais todo mês injetados na saúde, ela já teria um aporte que implicaria em mudança radical para melhor.

Não. Eu receio que você não vá fazer isso. Lamentavelmente, não. Afinal, já está incutida em sua cabeça que não vale a pena dar mais nada porque eles lá já “roubam demais”. Será que é assim mesmo? Será que roubam mesmo? Se você tiver que levar seu pai ou sua mãe para tratamento de câncer em Barretos, você vai achando que os médicos – alguns são mesmo voluntários lá! – têm “obrigação” de atender você – e de graça, porque eles já “roubam demais”?

Ou por que é que você acha que Ana Preto, por ser rica, tem obrigação de tirar R$ 1 milhão do próprio bolso para ajudar na saúde de Peruíbe, e você, sendo pobre, não pode dar pelo menos R$ 10?

Claro que a resposta é por demais simples. É preferível continuar dando crédito à crítica; é bem melhor continuar reclamando, porque você já está igual àquela senhora tresloucada que, um mês antes das eleições, ao descobrir que Ana Preto poderia mesmo ganhar as eleições do ano passado, perguntou para o coordenador da campanha: “Mas, se a gente ganhar, em quem é que eu vou bater depois?”.

Oxalá um dia Peruíbe venha a ter um hospital referência em tratamento psiquiátrico. Pacientes não haveriam de faltar.

Washington Luiz de Paula 

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