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De “dá cem pra pão” e a tal imprensa burra

Tenho martelado aqui esta coisa que acredito não haver imprensa ou jornalista imparcial. Aos tantos artigos que tenho coligido em favor desta minha tese não tenho recebido réplicas, seja através de meu blogue ou através das redes sociais, o que me faz cada vez ter a certeza de que estou certo.

E teço um aforismo agora e já, ainda que eu tema não ser ele de minha total lavra: “Toda imparcialidade é substancialmente parcial”. E repito o que já citei neste meu lugar particular de escrita de meu pensamento o que eu já ouvia de um antigo professor de Sociologia na faculdade: “Todo extremo é perigoso; até o extremo do meio!”.

Pois bem. De que vive, afinal, o jornal e seu protagonista, o jornalista? Vive da crítica ou do elogio. De um ou de outro. Em alguns casos, de ambos. Mas jornalista não come crítica nem bebe elogio. Jornalista também é gente, e come, bebe, tem despesas correntes, merece oportunidade ao lazer e à prosperidade econômica e financeira como qualquer trabalhador dentre os mortais que vemos cotidianamente por ai.

E arrisco a dizer que sua principal despesa é aquela que tem com o meio pelo qual faz pública e notória a sua crítica, ou imortaliza o seu elogio. E o meio é a caneta que tem que comprar já que ninguém lha dá de graça, ou é o computador que vem há tempos de substituir a máquina de escrever; mas é ainda a máquina fotográfica, o gravador da entrevista, a filmadora, a gráfica onde faz rodar o fruto de seu trabalho, o escritório da redação, o funcionário, a empresa que fornece a água e a luz, enfim tudo o mais que permite vir a lume o trabalho que nasceu na cabeça do plumitivo.

Assim, dizer que este ou aquele veículo não precisa de verba, de dinheiro, seja ele de que origem for (oficial ou da iniciativa privada) é falácia.

O jornalista tem o direito de ser parcial a ponto de não querer dar o braço a torcer para receber verba pública deste ou daquele governo, ainda que recuse a verba oficial sob o argumento de que prefere ser “imparcial”. Dia destes encontrei um colega que me dizia que “do Paulão e da Ana Preto eu não pego dinheiro nenhum!”, e segue firme em seu propósito, tentando justificar a seu senhorio o quanto deve de alugueres atrasados não tendo de onde tirar o quantum para sua solvência.

Ora, em se tratando de política, toda vez que o jornalista pretende ser “imparcial” na crítica contra um determinado governo, ele tende, involuntariamente ou até propositadamente, a beneficiar o “outro lado”, que vulgarmente se chama “oposição”. É burra a imprensa – e burro o jornalista – que acredita que criticando o governo Ana Preto, por exemplo, não está a beneficiar seu principal opositor, no caso do ex-prefeito Gilson Bargieri.

A questão que me leva à indignação, no entanto, é saber como é que tem sido possível a esta imprensa “imparcial” de Peruíbe viver só de criticar o atual governo municipal, sem que tenha alguém que banque suas despesas operacionais. Alguém me explica? Vamos e venhamos, dizer que o comércio local, dividido entre aqueles que sofrem as dificuldades para também se manterem em pé e os aventureiros que de empresários e comerciantes nada têm, tem sido régio em fomentar a imprensa “livre” e “imparcial” com seus anúncios de vinte reais, é brincadeira de mau gosto. Se não for assim, minha lógica me leva a crer que tem forças mais poderosas – e estas preocupadas com o interesse político-eleitoreiro, e não com o desenvolvimento da cidade propriamente dito – gastando desde já em jornais e jornalistas que, em troca de “cem pra pão”, optaram pelo lado daqueles que apostam no quanto pior, melhor.

Alguns me acusam de venal, de chapa branca, de comprado, de vendido e de tudo o mais. Já disse aqui que nunca fui parcial naquilo que escrevo. Meus textos sempre tiveram muito de mim mesmo e de minha teimosia, daquilo que acho e entendo ser o certo, e até mesmo por isso, não teria mesmo como ser identificado por “imparcial”. Mas qual a diferença entre o Washington que aceita a oferta do governo para poder trabalhar – e meu trabalho, por favor, é digno já que não estou roubando ninguém! – deste ou daquele que aceita receber dinheiro de quem não põe a cara para bater, usando o jornalista também “comprado” e “vendido” para vilipendiar o atual governo? Você diria: nenhuma diferença! Mas eu digo que há uma diferença, sim.

Já perguntei para um eminente jornalista televisivo da cidade como faria ele se ao chegar à sede de sua TV visse que a luz fora cortada por falta de pagamento e assim não tivesse como transmitir sua retumbante e policialesco programa de TV. Já questionei uma insurgente e neófita jornalista sobre o que fará ela quando o dinheiro próprio que reservou para pagar a gráfica e bancar suas três ou quatro edições na esperança de que seu jornal “pegue” e dê certo, o que fará ela quando esse dinheiro acabar e ver que o que aufere do comércio é insuficiente até para pagar a gráfica… Será que ambos, recorrendo ao grande beneficiado desta crítica burra, desinformada e absolutamente parcial (por não ouvir o outro lado), daria ele suporte financeiro a que continuassem suas investidas quixotescas? Não! Eu conheço Gilson Bargieri. Ele não dará, não! E, se der, dará suporte para um ou outro apenas. Os demais, aqueles que ceguem o canto da sereia, o toque da flauta de Hamelin, será que também serão subvencionados pela antecipada campanha eleitoral de 2016? Certamente que não.

E a diferença entre eu e estes está aqui: eu estou pisando em solo firme e, porque amo Peruíbe, apostando meu talento de que é possível sim ajudar a cidade a crescer, a se desenvolver. Claro que, porque não tenho recursos próprios, ganhando um digno salário por isso. E vou repetir aqui: se tem uma coisa que é comum a todos nós, jornalistas “comprados” de direita, e jornalistas “comprados” de esquerda é isso: o gosto pelo dinheiro. Eu gosto, tu gostas, ele gosta… Todos nós gostamos.

Os outros? Bem, estes não querem o bem da cidade. Querem derrubar o governo em favor dos algozes de ontem, e estão ganhando por isso. Ainda que sejam só estes “cem pra pão”, mas estão. E, pior: nem estes “cem pra pão” estão dividindo com aqueles que acreditam no ideal associativo que, porque só defende o interesse particular, é natimorto.

A ausência da imprensa burra de Peruíbe na coletiva com o secretário de governo Paulo Henrique Siqueira, que todos sabem ser o porta-voz oficial da prefeita Ana Preto, e o grande maestro que levou Ana Preto à vitória nas eleições, e o grande visionário que vai transformar a cidade de Peruíbe fazendo em quatro anos o que não se fez em meio século, esta ausência justificada por torpedos em meu celular dizendo que a “associação de profissionais da imprensa” da cidade estaria recomendando o boicote à coletiva, dá azo a que imaginemos que os cavaleiros e apóstolos do ranço político de Peruíbe que só fez puxar a cidade para o buraco ainda não morreram; ou, se morreram, se esqueceram de deitar.

Eu, que junto com Alberto Talauskas, me orgulho de estar entre os decanos da imprensa local, peço aos meus colegas que repensem seus conceitos de imparcialidade. Peruíbe precisa de vocês. O povo de Peruíbe precisa de vocês.

Afinal, não foi a toa que Deus nos brindou com dois ouvidos: foi para mais ouvir.

Washington Luiz de Paula

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