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Paulão não é Ana. Ana não é Paulão. Mas Gilson, afinal, é Milena?

O Paulão, ora o Paulão… Eu não consegui entender ainda o porquê de estarem dando tanta importância ao Paulão, como se ele fora do Neymar da seleção da Ana. Não é. Não era e não é. E, tal e qual ele não é aquele craque que os eleitores da Milena – e seus fakes – estão achando que é ele também não é Ana Preto. Não é, nem nunca foi.

O paradoxo instalado é este: Quem está lhe dando a importância que não tem – ou que pelo menos não tinha – é a oposição. Internamente, no seio da campanha da candidata Ana Preto, ele já vinha saturando faz tempo, a ponto de supurar a ferida de um rombo na campanha que talvez ultrapasse a um milhão de reais.

Calma! Paulão não roubou nada! Ele não é ladrão. Nem desviou centavo algum. O que aconteceu foi que suas promessas para os candidatos a vereadores e para os cabos eleitorais e algumas outras lideranças políticas locais ultrapassavam em muito esta cifra. E – pior – sem o conhecimento da própria Ana.

Dirá você que, então, a Ana por não saber nada, não teria competência para administrar Peruíbe. Lula também não sabia de nada e administrou – e bem – o Brasil! Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

Quando você está investido numa posição de liderança, é comum que você delegue poderes a quem você confia. Em alguns casos, você passa uma procuração em branco para uma pessoa lhe representar, e fazer por você o que você não poderia fazer por estar ocupado com outros afazeres, como o fazer política propriamente dito, no caso presente envolvendo o comentado caso Ana vs Paulão.

E foi isso que se deu. Paulão tinha carta branca de Ana Preto para administrar a campanha.

Claro que o trauma escancarado a poucos dias das eleições deixa claro que Ana cometeu o erro que seu pai não cometeria, mesmo tendo em José Carlos Rúbia de Barros (Carlinhos), à época, alguém que fazia quase tudo por ele. Quase tudo! O olho atento e clínico de José Roberto Preto estava onde até mesmo o próprio Carlinhos não imaginava que estivesse. Sabendo disso, Carlinhos não cometeria a insanidade que Paulão cometeu.

Cometeu, sim! Mas não fê-lo por mal. Creiam nisso. Paulão é um bonachão. Um adolescente tardio sequioso pelo poder, senão o poder que tem aquele que senta na cadeira, ao menos o poder de quem manda em quem na cadeira senta. Se ele pretendia ser o Rasputin de Ana Preto, ele não conseguiria – por mais que se esforçasse – chegar ao menos perto de ser um Maquiavel. Carlinhos era – e acho ainda que continua sendo – um Maquiavel, um arquiteto do mal que, por alimentar o ranço pelos seus desafetos, não mede esforços para persegui-los e, na medida do possível, obstar seus caminhos, espalhando espinhos onde se imaginava nascerem somente flores.

Logo, por mais que se esforce – e por mais que viva e a vida lhe dê surras mais e maiores que as que já sofreu – Paulão não conseguiria trazer para seu coração um tiquinho sequer da maldade que poderia caber em sua barriga descomunal.

Por isso, tenho para mim aqui que o máximo que Paulão conseguiu ser nesta campanha, foi isso que ele é agora: vítima. Vítima de si mesmo. Vítima de sua vontade de querer fazer, de querer criar, de querer ser responsável – o único responsável – pela vitória da candidata que ele – lembremos – criou! Sim. Ana Preto candidata nasceu da construção política na cabeça pensante de Paulo Henrique Siqueira!

Se o povo de Peruíbe acreditava que Ana Preto era tão milionária quanto seu pai era, se enganou. O patrimônio herdado por Ana foi herdado por ela, por sua mãe e por seus irmãos. É um patrimônio da família. Paulão – e talvez somente o Paulão – sabia disso. E ai começou seu erro: de não deixar claro para todos aqueles que ele vinha amealhando para a campanha de que esta campanha não seria em hipótese alguma igual à campanha de José Roberto Preto em 2004.

Pelo contrário. Paulo fez criar uma expectativa de seria possível não só a Ana como também todos os seus candidatos a vereadores fazerem uma campanha em que dinheiro não seria problema. E pra quem ele contou esta historieta, foi tão convincente que todos acreditaram.

E por que ele faria isso? Não é isto, afinal, um indício de maldade, mentir assim para todos os partidos que conseguiu aglutinar em torno de si? Não! Paulão cria que só o nome de Ana Preto seria suficiente para alavancar recursos para uma campanha. Com a história de que Gilson Bargieri teria levantado quase R$ 2 milhões em doações para a campanha de sua filha, Paulão certamente imaginou que poderia conseguir senão pelo menos isso, um pouco mais que isso até.

E a verdade é que não conseguiu nada. O dinheiro que vem sendo posto na campanha foi o que a própria Ana disponibilizou no início da campanha como previsão de gasto, e ele vem sendo parcimoniosamente gasto a ponto de que dê para chegar até o dia da eleição livre de susto.

Mas o susto estava instalado. E Paulão era o monstro que, descoberto o que fez de promessas pelo alarido de dois ou três que não aguentaram mais suas promessas e mentiras, acabou por se manifestar como se um espírito das trevas o tivesse acometido, fazendo com que todos acabem por esconjurá-lo e excomungá-lo.

Dai para o exorcismo foi um pulo (Só não se sabe se o diácono Zeca participou desta sessão espiritual).

A história é esta.

Atribuir estratégia de marketing para sua saída – que é o que vemos na boca e na ponta dos dedos dos declarados eleitores e fakes que Milena Bargieri – nas redes sociais, é dar uma importância a Paulão que ele não tem. Afinal, o candidato não é ele. A candidata é Ana Preto!

Seria o mesmo que perguntar quem é – do lado de lá – o candidato, afinal? Gilson ou Milena? Ora, é evidente que Milena sem o pai não é nada politicamente falando; o político é ele, Gilson Bargieri! Mas toda rejeição que Milena coleciona é também por conta de seu pai que, quando prefeito fez tanto que, por conta de tanto fazer, acabou condenado por desvio dos sagrados dinheiro da Educação e da Saúde, razão porque não pode ser candidato na eleição passada.

A pergunta que não quer calar é: Se Gilson se afastasse de Milena agora o que aconteceria? Ela conseguiria reverter seu alto nível de rejeição e ganharia a eleição? E – mais – o povo acreditaria que Gilson realmente se afastou de Milena?

No caso que envolve a Ana e seu ex-coordenador Paulo Henrique Siqueira é diferente. Bem diferente. Tirando o fato de que a toda rejeição de Ana Preto observada nas últimas pesquisas teve como causa e por culpa o comer da mortadela e arrotar caviar do Paulão, no mais a história com Milena é bem diferente.

Lembremos que o povo que elegeu Milena em 2008, não elegeu Milena, mas sim seu pai. Era a foto e o nome de Gilson que estava nas urnas! E – se você consultar o site do TSE – verá que até hoje o nome dela não aparece como candidata nas eleições passadas. E Gilson já vinha de um mandato em que fora prefeito. Por seu turno, nesta eleição é o nome e o rosto de Ana Preto que vai aparecer nas urnas. A eventualmente eleita será ela. Não será Paulão. E, depois deste barulho todo, tenho para mim que é muito mais fácil Paulão sobreviver politicamente em Peruíbe se Milena ou Onira ganhar.

Agora, se vocês – e eu inclusive – ficar dando este ibope todinho ao Paulão, não duvidaria de que ele acabasse ficando tão famoso, mais tão famoso, que não acabaria se candidatando ele mesmo a prefeito em 2016. E ganhando.

Mas nós estamos em 2012. E como quero bem ao Paulão, de quem pessoalmente gosto bastante, até torceria que ele subisse no palanque da Milena agora, se acertasse lá com o Alex Matos que lhe é de grande afinidade, e abraçasse os finalmente da campanha da atual prefeita, só para ver meia dúzia de covardes que se escondem atrás do anonimato e que até aqui vinham descendo o pau no Paulão, engolir todas suas palavras e letras, e se verem obrigado a elogiar o Paulão pelo tremendo estrategista e marqueteiro que ele de fato é.

Washington Luiz de Paula

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