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Quando uma criança morre (Um pequeno tributo a Breno Zancheta)

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POUSADA GAIVOTAS
 “A ray of hope flickers in the sky… when a child is born” – Fred Jay

Ainda ontem eu ouvia o clássico “When a Child Is Born” na voz inesquecível de Johnny Mathis, e cantarolava baixinho esta canção que celebra o nascimento de uma criança “porque o mundo está esperando, esperando uma criança, negra, branca, amarela; ninguém sabe”, mas esperando por “uma criança que crescerá e tornará lágrimas em sorrisos, ódio em amor, guerra em paz”.

Infelizmente temos vivido poucos momentos em que podemos comemorar a esperança através do milagre da concepção, da formação celular, passo a posso, numa forma ordenada, divinamente ordenada, e que culmina no sagrado momento do nascimento de um novo ser. E os raros momentos de alegria e prazer em nossa vida que deveriam ser creditados ao bom Deus, hoje estão despidos de emoção, de espiritualidade, de amor, e, quando nos lembramos de que somos devedores de honra, preferimos creditá-la à ciência ou mesmo ao acaso, quando muito à natureza.

Não mais se respeita – e se celebra – a vida como acontecia antes. No mesmo compasso, a morte não se chora e se lamenta com a mesma sinceridade com que era chorada e lamentada outrora.

Eu, todavia, não me canso de chorar por toda e qualquer criança, quando esta morre. Se for ao velório de uma criança meu choro é tão incontido que me parece ali que como se estivesse perdendo um próprio filho.

Este é, portanto, o meu choro deste momento pelo pequeno Breno que, nos seus escassos nove anos de idade, falece para a vida terreal, mas renasce para a celestial.

Pouco está me importando as circunstâncias de descaso e de falta de comprometimento com a saúde pública nesta ou naquela plaga que pode ter contribuído para o falecimento desta criança. Tenho sempre para mim que o inferno é pouco, muito pouco para todo agente público que contribui, direta ou indiretamente, para que dinheiro seja desviado, mormente da saúde e da educação de nossas crianças, muito embora eles continuem roubando, desviando, tripudiando, se locupletando pelo simples fato de comodamente não acreditarem no inferno, ou mesmo em Deus. Consoante isto, já nem adianta discutir mais com este bando de vermes, párias da sociedade que são. Todos eles!

Eu me atrevo apenas, quando uma criança morre, a questionar, a dialogar, a inquirir aquele que sempre me responde em minhas dúvidas, que é o próprio Deus. Então, por que, Deus, uma criança morre? Estaria o céu assim tão carente de anjinhos para que anjinhos como o Breno se antecipassem a tomar lugar no coro celestial? Que lição pretende o Senhor nos dar quando uma criança morre? Rogo-te: preciso de uma resposta. Todos nós precisamos de uma resposta…

E a resposta talvez esteja no Eclesiastes: “Há tempo de nascer, e tempo de morrer” (cf. Ecl. 3.2) Para quem é Senhor do tempo e do espaço, para quem não tem limites em sua Eternidade, para quem é o dono de toda Vontade, se permitir convocar o anjo Breno a que esteja com Ele bem antes do que poderia supor o egoísmo de acharmos que somos donos de nossos destinos, e de que bem que Breno poderia ficar conosco por mais uns, digamos, cem anos, até que é compreensível entender o quanto Deus foi bom em abreviar o sofrimento desta pequena criança, que vinha sendo vítima da falida saúde pública municipal.

Mas que é preciso que choremos sua morte, isso é. Até para que todos vejam através do cristalino de nossas lágrimas que é preciso bem mais que lamentar e chorar uma passagem tão efêmera assim como a do Breno. É preciso que façamos a nossa parte numa tomada de atitude severa que faça cessar, ou quem sabe ao menos diminuir, a desfaçatez com que agem autoridades políticas e mesmo maus servidores da saúde, porque isso há – e bastante!

Conseguindo isso, quem sabe da próxima vez Deus não resolva postergar um pouquinho mais a convocação de outros anjos para estar com Ele, e sejamos brindados por um pouco de tempo mais com a presença de nossos filhos perto de nós.

Amém.

Washington Luiz de Paula

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