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Pre-Sal. Será que estamos mesmo preparados?

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Antonio Claret de Góes*

A notícia da descoberta de jazidas de petróleo e gás aqui bem pertinho de nós nos obriga a refletir sobre algumas questões que precisam ser encaradas, sem medo de ser feliz, ou, dependendo da ótica como se vê a coisa, sem medo de ser infeliz.

O primeiro e primordial ponto a ser discutido é que o petróleo é nosso, sim senhor; mas, “nosso”, dos brasileiros, e não dos peruibenses. O petróleo é, portanto, do Brasil, e não de Peruíbe. Os pontos onde se descobriram petróleo e gás estão na costa do litoral sul e, de modo específico, muito mais perto da costa de Itanhaém que de Peruíbe.

Peruíbe irá ganhar com isso? Sim. Vai. Mas o discurso entusiástico de quem espera uma redenção para amanhã mesmo deve ser contido por razões que, se não nos devem desmotivar por esta “briga” rumo ao progresso, deve ao menos nos fazer ponderar sobre se a nossa cidade estaria mesmo preparada para receber um “boom” dessa proporção. E isto eu digo, em todos os sentidos: desde a simples questão de hospedagem (ainda sofremos por não termos muito mais que dois mil leitos disponíveis em nossas pousadas e hotéis), como de infraestrutura geral como atendimento médico-hospitalar, e nas demais áreas de segurança, transportes, saneamento básico, e de Educação.

Na área de transportes, Itanhaém está muito melhor aparelhada, convenhamos. Tanto até que os helicópteros que transportam os técnicos para as plataformas de pesquisa têm descido no aeroporto de lá, que já tem feitio de médio porte, podendo receber pequenas aeronaves de carga e passageiros. O rio lá, também, tem calado que oferece condições para que pequenos iates e grandes lanchas entrem e saiam para o mar sem quaisquer problemas. Já na área de hospedarias, parece que Itanhaém perde de longe para Peruíbe.

O exemplo do parágrafo anterior ilustra que a questão do Pré-Sal é regional. Se ganharmos, ganhamos todos, desde a baixada santista até o litoral sul e devendo sobrar alguns benefícios de progresso para o tão historicamente sofrido Vale do Ribeira.

Mas a preocupação latente ante o discurso da novidade “redentora” é esta: Se este assunto do Pré-Sal é tão imediato e importante assim para nossa região, por que é que o governo federal ainda não anunciou investimentos maciços para, no caso particular, Peruíbe? Já não seria tempo de o governo federal ter incluído do PAC obras bastante específicas como a construção de um centro hoteleiro e um centro hospitalar que deve suporte à bilionária expectativa que a prospecção do gás e do petróleo que estão disponíveis sob nossos mares?

E ainda por que o próprio governo federal não investiu de todos os seus esforços para que Eiki Batista, afinal, construísse o seu (nosso) Porto Brasil ali no Taniguá? Não permitiu para proteger os índios? Porque a fauna e flora do lugar precisavam ser preservadas? Não. Isso é conversa mole para boi dormir. Afinal, se essa fosse uma preocupação tão em pauta nas políticas públicas do governo federal, Belo Monte não passaria de rabiscos no papel. No entanto…

Para quem viu anúncios mirabolantes outrora, como o da construção do Parque da Xuxa pouco além da divisa de Peruíbe para Itanhaém, para citar apenas um exemplo, projeto que, se levado a efeito, “redimiria” essas duas cidades, assim como a recente anunciação de retomada do projeto de construção da estrada Parelheiros-Itanhaém/Peruíbe, coisa que também dificilmente sairá do papel, tem-se a impressão de que o único que acreditou ser possível mesmo que os nossos governantes façam alguma coisa de concreto para ajudar nosso combalido povo tenha sido mesmo o próprio Eiki Batista. Ele que chegou a gastar alguns de seus muitos milhões em investidas de reconhecimento da região, e nos projetos do que pretendia empreender – este, sim! – principalmente em Peruíbe, em entrevista concedida a uma rede de televisão, parece ter chegado à conclusão que nós, obrigados a sermos pessimistas, já vimos de ter há muito tempo: tentar algo para melhorar nossa cidade é malhar em ferro frio.

Oxalá estejamos errados.

O que é mais que certo é que, por obrigação de responsabilidade, Peruíbe não está preparada para receber esta avalanche assim de uma hora para outra, assim sem mais nem menos. Desta sorte, cabe à Petrobrás – e aos governos municipal, estadual e federal – se antecipar em preparar os estádios para tamanho campeonato que estão anunciando estar por vir.

Falando nisso, vocês já pensaram se o governo federal encarasse a Copa de 2014 da mesma maneira que estamos encarando esta possibilidade da vinda do progresso via este assunto do Pré-Sal? Imagine a Presidente Dilma chegando para o presidente da FIFA dizendo: “Olha, vamos esperar 2014, se a gente ver que tá vindo mesmo bastante gente, a gente faz umas arquibancadas extras nos estádios que já temos. Não vamos gastar dinheiro numa coisa que nem sabemos se vai dar certo!”

Não é assim, não é mesmo? Então, Milena Bargieri, nossa querida prefeita; Geraldo Alckmin, nosso querido governador; Dilma Rousseff, nossa querida Presidente: não é assim. Socorram-nos! Ou será que tudo não passa de mais uma especulação para encher os olhos de nosso povo de esperança?

(*) Antonio Claret de Góes (Toninho Góes) é corretor de imóveis, político e sindicalista em Peruíbe (SP)

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