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Kiko resgata credibilidade e dá transparência à Prodep

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Da Redação

O ex-vereador Alexkessander Veiga Mingroni, o Kiko, vem dando provas surpreendentes de sua capacidade gerencial ao administrar a PRODEP – Progresso e Desenvolvimento de Peruíbe S/A, empresa de economia mista que, para a maioria da população, não se sabe exatamente para quê veio, para quê foi criada, para quê existe, afinal.

Verdadeira caixa de Pandora de governos passados, onde até grades de segurança davam asas à imaginação sobre quais segredos, afinal, haveria por detrás de todo aquele esquema de mistérios e “autoridades”, a PRODEP agora, sob o comando de seu presidente, e sob a orientação logística do prefeito Gilson Bargieri, é uma empresa enxuta, transparente, que não só já começa a dar lucros para a municipalidade, como também colabora efetivamente com a administração municipal em serviços de preservação e manutenção de próprios públicos; agindo ainda em áreas como de limpeza urbana e saneamento de pequenos problemas que, dada a complexidade burocrática com que se tem que efetivar os gastos a partir da prefeitura, e mesmo à exigüidade de recursos, faz da PRODEP o caminho certo para a solução destes mesmos problemas.

História

A PRODEP foi criada, historicamente, numa tentativa de se burlar a Lei de Licitações. Por ela, uma vez tratando-se de ser uma empresa de economia mista, de capital aberto, mas cujas ações em sua maioria sempre estiveram nas mãos da prefeitura (hoje chega a 97%, sendo que 3% destas ações estão nas mãos de particulares), poder-se-ia eventualmente contratar serviços públicos como de calçamento e coleta de lixo, sem licitação. Mas, a própria PRODEP poderia, com quase chegou a ter, o seu próprio aparato de maquinários para fabrico de insumos, de veículos para transporte, e de pessoal para o trabalho, para o aporte destas atividades, liberando assim a administração pública direta de dois problemas imediatos: a cobrança da taxa de lixo pela prefeitura, vista como ilegal por muitos jurisconsultos, já que se pressupõe que o IPTU já deveria servir para isso; e também a cobrança da taxa de conservação e melhoria (leia-se calçamento), que, estando nas mãos de uma empresa de economia mista como a PRODEP poderia ela mesma determinar quem, como e onde a população quer o calçamento, e quanto e como pode esta mesma população pagar pelo serviço do calçamento.

Contudo, não foi assim. Antes os antigos mandatários, na prefeitura e na PRODEP, preferiram tornar esta vocação da empresa para a prefeitura, e dando a ela a prerrogativa de contratar tais serviços que acabaram nas mãos de monopólios como as da Enplan (calçamento) e Remolixo (coleta e destinação do lixo), por exemplo, durante anos seguidos.

De lá para cá, a PRODEP serviu apenas para encostar funcionários públicos pouco alinhados com as administrações, ou então como cabide de empregos mesmo. O que ela vinha fazendo de prático e efetivo pouco se sabia. Prédios públicos como a Rodoviária e o Porto de Pesca estiveram durante anos à mercê do interesse de seus próprios concessionários; e, no caso do Porto, entrar para usar um dos banheiros públicos instalados no local chegava a ser uma experiência horripilante. Isso sem contar os desmandos de gente de fora usando os boxes para vender peixes congelados por meses como se fossem frescos e pegos aqui mesmo!

Nova direção

Para acabar com todas estas histórias, é que a primeira providência que o atual presidente da PRODEP tomou quando assumiu a empresa foi a de dar a mais absoluta transparência. A fachada do prédio ganhou pintura nova, uma frente de trabalho foi contratada e posta em atividade diária. A nova direção uniformizou todos os homens, que hoje trazem o logotipo da empresa em seus macacões; adquiriu maquinários, e fez com que todos trabalhassem, a começar por empreender uma ampla faxina em todos os prédios que estão sob seus cuidados, e até em lugares como o trevo de acesso da cidade, a torre de televisão, a estrada do Guaraú, e logradouros públicos diversos que passaram a receber a atenção dos homens da PRODEP, em apoio irrestrito e incondicional à prefeitura.

Lama Negra

Tudo faz crer que, contudo, a principal atividade da PRODEP hoje esteja concentrada nos esforços que culminaram com a assinatura do termo de transferência total do direito de lavra da lama negra para a PRODEP, feita pelo Ministério das Minas e Energia este ano.

Esta era outra das historietas envolvendo a PRODEP que, designada por lei para dar acompanhamento do processo sobre o pedido de lavra e utilização da lama negra, a PRODEP, salvo os últimos anos em que concentrou seus esforços em Brasília, por força das cobranças até políticas inerentes ao caso, nada ou pouco fez para que aquele processo tivesse o destino acelerado.

Como era proposta de campanha do prefeito Gilson Bargieri, este, desde logo que assumiu, tomou as rédeas do assunto, e cobrou uma postura urgente para dar termo à novela “lama negra”. Assim coube ao presidente da PRODEP a tarefa e a responsabilidade de “correr atrás do prejuízo”; e foi o que fez Kiko, com presteza e brilhantismo, diga-se.

Agora, com o domínio efetivo do direito de lavra da lama negra, Kiko se incumbe de trazer à discussão pública, notadamente entre o empresariado local, uma forma racional e econômica para extração industrial e exploração comercial e turística da lama que por décadas foi tão decantada como sendo a única alternativa de resgate econômico da cidade.

Uma série de viagens tem sido empreendida pelo presidente da PRODEP. Numa destas, em Araxá, Minas Gerais, Kiko e comitiva de Peruíbe conheceram de perto os resultados práticos que a exploração de pelóide semelhante traz para aquela importante estância hidromineral mineira.

Uma das lutas que se pretende empreender agora é elevar Peruíbe, além da categoria de estância balneária, para a categoria de estância hidromineral, já que, junto com a lama negra (que é um minério, lembremos), tem-se a explorar também e conjuntamente a água sulfurosa. Ambas, a lama negra e a água sulfurosa foram reconhecidas por importantes estudiosos, como o eminente Benedictus Mário Mourão, de Poços de Caldas, que classificou as outras lamas medicinais conhecidas no Brasil como que “parte de uma orquestra”. “A de Peruíbe – disse Mourão – é uma orquestra inteira!”.

Kiko avisa que seu trabalho não tem cunho político. “A eleição já passou, e o futuro a Deus pertence”, adverte. Tido como um dos mais próximos e importantes colaboradores do prefeito Gilson Bargieri, ao lado do também ex-vereador Jairo Costa, que hoje gerencia a Regional Administrativa do Guaraú, só falta ao Kiko agora, para completar a transparência impressa em sua arrojada administração à PRODEP, tirar aquela grade horrível que separa contribuintes dos funcionários da empresa. “Aquilo parece uma cadeia, é um verdadeiro resquício do autoritarismo que, esperamos, tenha acabado de vez em Peruíbe”, disse um munícipe.

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